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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

15 de outubro









        SOU PROFESSORA 


Sou professor.

Nasci no momento exato em que uma pergunta saltou da boca de uma criança.

Fui muitas pessoas em muitos lugares.

Sou Sócrates, estimulando a juventude de Atenas a descobrir novas idéias através de perguntas.

Sou Anne Sullivan, extraindo os segredos do universo da mão estendida de Helen Keller.

Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade através de inúmeras histórias.

Sou Marva Collins, lutando pelo direito de toda a criança à Educação.

Sou Mary McCloud Bethune, construindo uma grande universidade para meu povo, utilizando caixotes de laranja como escrivaninhas.

Sou Bel Kauffman, lutando para colocar em prática o Up Down Staircase.

Os nomes daqueles que praticaram minha profissão soam como um corredor da fama para a humanidade...

Booker T. Washington, Buda, Confúcio, Ralph Waldo Emerson, Leo Buscaglia, Moisés e Jesus.

Sou também aqueles cujos nomes foram há muito esquecidos, mas cujas lições e o caráter serão sempre 

lembrados nas realizações de seus alunos.

Tenho chorado de alegria nos casamentos de ex-alunos, gargalhado de júbilo no nascimento de seus filhos e 

permanecido com a cabeça baixa de pesar e confusão ao lado de suas sepulturas cavadas cedo demais, 

para corpos jovens demais.

Ao longo de cada dia tenho sido solicitado como ator, amigo, enfermeiro e médico, treinador, descobridor

de artigos perdidos, como o que empresta dinheiro, como motorista de táxi, psicólogo, pai substituto, 

vendedor, político e mantenedor da fé.

A despeito de mapas, gráficos, fórmulas, verbos, histórias e livros, não tenho tido, na verdade, 

nada o que ensinar, pois meus alunos têm apenas a si próprios para aprender, e eu sei que é preciso o mundo 

inteiro para dizer a alguém quem ele é.

Sou um paradoxo. 

É quando falo alto que escuto mais.

Minhas maiores dádivas estão no que desejo receber agradecido de meus alunos.

Riqueza material não é um dos meus objetivos, mas sou um caçador de tesouros em tempo integral, 

em minha busca de novas oportunidades para que meus alunos usem seus talentos e em minha procura 

constante desses talentos que, às vezes, permanecem encobertos pela autoderrota.

Sou o mais afortunado entre todos os que labutam.

A um médico é permitido conduzir a vida num mágico momento. 

A mim, é permitido ver que a vida renasce a cada dia com novas perguntas, ideias e amizades.

Um arquiteto sabe que, se construir com cuidado, sua estrutura poderá permanecer por séculos. 

Um professor sabe que, se construir com amor e verdade, o que construir durará para sempre.

Sou um guerreiro, batalhando diariamente contra a pressão dos colegas, o negativismo, o medo, o conformismo,

o preconceito, a ignorância e a apatia. 

Mas tenho grandes aliados: Inteligência, Curiosidade, Apoio paterno, Individualidade, Criatividade, Fé, Amor

e Riso, todos correm a tomar meu partido com apoio indômito.

E a quem mais devo agradecer por esta vida maravilhosa, que sou tão afortunado em experimentar, além de a vocês, ao público, aos pais? 

Pois vocês me deram a grande honra de confiar-me suas maiores contribuições para com a eternidade, seus filhos.

E assim, tenho um passado rico em memórias. 

Tenho um presente de desafios, aventuras e divertimento, porque a mim é permitido passar meus dias com o futuro.

Sou professor... e agradeço a Deus por isso todos os dias. 


John W. Schlatter


HOMENAGEM AOS PROFESSORES

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Literatura Infantil




As histórias infantis como forma de consciência de mundo
É no encontro com qualquer forma de Literatura que os homens têm a oportunidade de ampliar, transformar ou enriquecer sua própria experiência de vida. Nesse sentido, a Literatura apresenta-se não só como veículo de manifestação de cultura, mas também de ideologias.
A Literatura Infantil, por iniciar o homem no mundo literário, deve ser utilizada como instrumento para a sensibilização da consciência, para a expansão da capacidade e interesse de analisar o mundo. Sendo fundamental mostrar que a literatura deve ser encarada, sempre, de modo global e complexo em sua ambigüidade e pluralidade.
Até bem pouco tempo, em nosso século, a Literatura Infantil era considerada como um gênero secundário, e vista pelo adulto como algo pueril (nivelada ao brinquedo) ou útil (forma de entretenimento). A valorização da Literatura Infantil, como formadora de consciência dentro da vida cultural das sociedades, é bem recente.
Para investir na relação entre a interpretação do texto literário e a realidade, não há melhor sugestão do que obras infantis que abordem questões de nosso tempo e problemas universais, inerentes ao ser humano.
"Infantilizar" as crianças não cria cidadãos capazes de interferir na organização de uma sociedade mais consciente e democrática.

Fases normais no desenvolvimento da criança
O caminho para a redescoberta da Literatura Infantil, em nosso século, foi aberto pela Psicologia Experimental que, revelando a Inteligência como um elemento estruturador do universo que cada indivíduo constrói dentro de si, chama a atenção para os diferentes estágios de seu desenvolvimento (da infância à adolescência) e sua importância fundamental para a evolução e formação da personalidade do futuro adulto. A sucessão das fases evolutivas da inteligência (ou estruturas mentais) é constante e igual para todos. As idades correspondentes a cada uma delas podem mudar, dependendo da criança, ou do meio em que ela vive.

Primeira Infância: Movimento X Atividade (15/17 meses aos 3 anos)
  • Maturação, início do desenvolvimento mental;
  • Fase da invenção da mão - reconhecimento da realidade pelo tato;
  • Descoberta de si mesmo e dos outros;
  • Necessidade grande de contatos afetivos;
  • Explora o mundo dos sentidos;
  • Descoberta das formas concretas e dos seres;
  • Conquista da linguagem;
  • Nomeação de objetos e coisas - atribui vida aos objetos;
  • Começa a formar sua auto-imagem, de acordo com o que o adulto diz que ela é, assimilando, sem questionamento, o que lhe é dito;
  • Egocentrismo, jogo simbólico;
  • Reconhece e nomeia partes do corpo;
  • Forma frases completas;
  • Nomeia o que desenha e constrói;
  • Imita, principalmente, o adulto.
Segunda Infância: Fantasia e Imaginação (dos 3 aos 6 anos)
  • Fase lúdica e predomínio do pensamento mágico;
  • Aumenta, rapidamente, seu vocabulário;
  • Faz muitas perguntas. Quer saber "como" e "por quê ?";
  • Egocentrismo - narcisismo;
  • Não diferenciação entre a realidade externa e os produtos da fantasia infantil;
  • Desenvolvimento do sentido do "eu";
  • Tem mais noção de limites (meu/teu/nosso/certo/errado);
  • Tempo não tem significação - não há passado nem futuro, a vida é o momento presente;
  • Muitas imagens ainda completando, ou sugerindo os textos;
  • Textos curtos e elucidativos;
  • Consolidação da linguagem, onde as palavras devem corresponder às figuras;
  • Para Piaget, etapa animista, pois todas as coisas são dotadas de vida e vontade;
  • O elemento maravilhoso começa a despertar interesse na criança.
Dos 6 aos 6 anos e 11 meses, aproximadamente
  • Interesse por ler e escrever. A atenção da criança esta voltada para o significado das coisas;
  • O egocentrismo está diminuindo. Já inclui outras pessoas no seu universo;
  • Seu pensamento está se tornando estável e lógico, mas ainda não é capaz de compreender ideias totalmente abstratas;
  • Só consegue raciocinar a partir do concreto;
  • Começa a agir cooperativamente;
  • Textos mais longos, mas as imagens ainda devem predominar sobre o texto;
  • O elemento maravilhoso exerce um grande fascínio sobre a criança.
Histórias para crianças (faixa etária / áreas de interesse / materiais / livros)
1 a 2 anos
A criança, nessa faixa etária, prende-se ao movimento, ao tom de voz, e não ao conteúdo do que é contado. Ela presta atenção ao movimento de fantoches e a objetos que conversam com ela. As histórias devem ser rápidas e curtas. O ideal é inventá-las na hora. Os livros de pano, madeira e plástico, também prendem a atenção. Devem ter, somente, uma gravura em cada página, mostrando coisas simples e atrativas visualmente. Nesta fase, há uma grande necessidade de pegar a história, segurar o fantoche, agarrar o livro, etc..
2 a 3 anos
Nessa fase, as histórias ainda devem ser rápidas, com pouco texto de um enredo simples e vivo, poucos personagens, aproximando-se, ao máximo, das vivências da criança. Devem ser contadas com muito ritmo e entonação. Tem grande interesse por histórias de bichinhos, brinquedos e seres da natureza humanizados. Identifica-se, facilmente, com todos eles. Prendem-se a gravuras grandes e com poucos detalhes. Os fantoches continuam sendo o material mais adequado. A música exerce um grande fascínio sobre ela. A criança acredita que tudo ao seu redor tem vida e vivência, por isso, a história transforma-se em algo real, como se estivesse acontecendo mesmo.
3 a 6 anos
Os livros adequados a essa fase devem propor "vivências radicadas" no cotidiano familiar da criança e apresentar determinadas características estilísticas.
Predomínio absoluto da imagem, (gravuras, ilustrações, desenhos, etc.), sem texto escrito, ou com textos brevíssimos, que podem ser lidos, ou dramatizados pelo adulto, a fim de que a criança perceba a inter-relação existente entre o "mundo real", que a cerca, e o "mundo da palavra", que nomeia o real. É a nomeação das coisas que leva a criança a um convívio inteligente, afetivo e profundo com a realidade circundante.
As imagens devem sugerir uma situação que seja significativa para a criança, ou que lhe seja, de alguma forma, atraente.
A graça, o humor, um certo clima de expectativa, ou mistério são fatores essenciais nos livros para o pré-leitor.
As crianças, nessa fase, gostam de ouvir a história várias vezes. É a fase de "conte outra vez".
Histórias com dobraduras simples, que a criança possa acompanhar, também exercem grande fascínio. Outro recurso é a transformação do contador de histórias com roupas e objetos característicos. A criança acredita, realmente, que o contador de histórias se transformou no personagem ao colocar uma máscara, chapéu, capa, etc..
Podemos enriquecer a base de experiências da criança, variando o material que lhe é oferecido. Materiais como massa de modelar e argila atraem a criança para novas experimentações. Por exemplo, a história do "Bonequinho Doce" sugere a confecção de um bonequinho de massa, e a história da "Galinha Ruiva" pode sugerir amassar e assar um pão.
Assim como as histórias infantis, os contos de fadas têm um determinado momento para serem introduzidos no desenvolvimento da criança, variando de acordo com o grau de complexidade de cada história.
Os contos de fadas, tais como: "O Lobo e os Sete Cabritinhos", "Os Três Porquinhos", "Cachinhos de Ouro", "A Galinha Ruiva" e "O Patinho Feio" apresentam uma estrutura bastante simples e têm poucos personagens, sendo adequados à crianças entre 3 e 4 anos. Enquanto, "Chapeuzinho Vermelho", "O Soldadinho de Chumbo" (conto de Andersen), "Pedro e o Lobo", "João e Maria", "Mindinha" e o "Pequeno Polegar" são adequados a crianças entre 4 e 6 anos.

6 anos a 6 anos e 11 meses
Os contos de fadas citados na fase anterior ainda exercem fascínio nessa fase. "Branca de Neve e os Sete Anões", "Cinderela", "A Bela Adormecida", "João e o Pé de Feijão", "Pinóquio" e "O Gato de Botas" podem ser contadas com poucos detalhes.

Resumo
Faixa etária
Textos
Ilustrações
Materiais
1 a 2 anos
As histórias devem ser rápidas e curtas
Uma gravura em cada página, mostrando coisas simples e atrativas visualmente
Livros de pano, madeira, e plástico. É recomendado o uso de fantoches
2 a 3 anos
As histórias devem ser rápidas, com pouco texto de um enredo simples e vivo, poucos personagens, aproximando-se, ao máximo das vivências da criança
Gravuras grandes e com poucos detalhes
Os fantoches continuam sendo o material mais adequado. Música também exerce um grande fascínio sobre a criança
3 a 6 anos
Os livros adequados a essa fase devem propor vivências radicadas no cotidiano familiar da criança.
Predomínio absoluto da imagem, sem texto escrito ou com textos brevíssimos.
Livros com dobraduras simples. Outro recurso é a transformação do contador de histórias com roupas e objetos característicos. A criança acredita, realmente, que o contador de histórias se transformou no personagem ao colocar uma máscara.
6 ou 7 anos (fase de alfabetização)
Trabalho com figuras de linguagem que explorem o som das palavras. Estruturas frasais mais simples sem longas construções. Ampliação das temáticas com personagens inseridas na coletividade, favorecendo a socialização, sobretudo na escola.
Ilustração deve integrar-se ao texto a fim de instigar o interesse pela leitura. Uso de letras ilustradas, palavras com estrutura dimensiva diferenciada e explorando caráter pictórico.
Excelente momento para inserir poesia, pois brinca com palavras, sílabas, sons. Apoio de instrumentos musicais ou outros objetos que produzam sons. Materiais como massinha, tintas, lápis de cor ou cera podem ser usados para ilustrar textos.

CRISTIANE MADANÊLO DE OLIVEIRA. "LIVROS E INFÂNCIA" [online]
Disponível na internet via WWW URL: http://www.graudez.com.br/litinf/livros.htm
Capturado em 13/10/2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Que se cumpra o desejo do tempo.




Será que um dia teremos a oportunidade de falarmos sobre as nossas marcas? Aquelas que a boca deixa docemente no corpo... as manchas nossas perdidas no tempo, nos lençóis em desalinhos, pela noite inteira em que haveremos de nos tocar?

Será que n'algum instante poderei lhe sussurrar, entre a nuca e o ouvido, uma melodia de sentimentos espalhados por toda a extensão da minha pele e, declarar os infinitos versos de todos os poetas, juntando todas as poesias em um delicado ramalhete de palavras que só se traduzem por gestos?

Será que haverá tempo para nos olharmos nos olhos e através das nossas íris sabermos o quanto nos desejamos sem precisar de uma única sílaba?

Será que por um momento nossas mãos se tocarão, nem que seja sutilmente, nas extremidades dos dedos, revelando um ao outro todos os seus íntimos segredos?

Será que um dia a ausência se dissipará e tornará o vazio da solidão em sublime presença?

Será que haverá um tempo em que seremos nós - eu e você?

12 de outubro

DIA DAS CRIANÇAS


Ainda Bem que Deus Fez as Crianças

Elas me causam orgulho e me enchem de esperança. Elas em sua simplicidade me ensinam como é fácil e gostoso viver em harmonia. Nelas eu vejo uma centelha da vida que, imagino eu, Deus projetou para a humanidade. Estes pequenos seres, ignorados na maioria das vezes, como se nada soubessem da vida, são o espelho para os adultos se mirarem. São elas que no dia-a-dia, com sua maneira fácil, nos ensinam o que é e como deve ser a vida.
(Desconheço o autor) 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Obrigada Flor!

Edna querida.
Parabéns pela bela homenagem a nossa querida Fifi.



Para uma flor muito especial

Querida colega de trabalho e amiga, Fifi, aposentadoria não é motivo para despedidas, mas é momento de agradecimentos. Por tantos anos privando de sua presença amiga e serena no nosso espaço de trabalho, por tantos anos dividindo angústias, preocupações, mas também momentos de aprendizado e alegria pela convivência, que tantas pessoas amigas que ainda ficam por aqui, só têm que lhe agradecer.
Flor, obrigada por fazer do seu tempo ao nosso lado um tempo de nos ensinar a sermos melhores, mais atentos com nosso lado humano e solidário. Obrigada por sua atitude sempre generosa, partilhado afeto nos inesquecíveis lanchinhos, nas solidárias caronas, nas dicas de moda e beleza, na recepção calorosa e única quando nos recebia em sua casa.
Seu nome, Flor, já é sinônimo de bondade e alegria: Feliciana, a nossa querida Fifi, que ora se despede de seus colegas de trabalho, mas deixa-nos sua marcante presença, como um símbolo de coragem na luta pela vida, na defesa dos valores culturais, objeto do seu trabalho como professora de Arte, na visão equilibrada e solidária de sempre acolher a quem precisasse de sua opinião ou ajuda.
Sua contribuição na escola, na formação dos professores de arte, na atuação do Fórum Alagoano da Diversidade foi inestimável. Obrigada por em tantos momentos tornar mais leve nossa caminhada, com seu exemplo de coragem e simpatia. Certamente que vamos sentir falta de sua elegância, da leveza do seu ser disponível, solidário e ético.
Não nos esqueça. Estaremos por aqui e também em outros espaços ligados à prática do bem e da arte em que você é Mestra de todos e todas nós: a arte do bem viver.
Que todas as dimensões da Arte como expessão de vida e sentimento seja sempre a nossa casa, o lugar onde nos conhecemos e nos tornamos amiga.

Um abraço, minha Flor, em meu nome e de todas as pessoas que com você convivem e conviveram na Secretaria Municipal de Educação de Maceió e no Fórum Alagoano da Diversidade Étnico Racial.

Da série CARTAS PARA UMA FLOR


--
Edna Lopes
http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=24584