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terça-feira, 31 de julho de 2012


  • Este livro é o resultado de quase 20 anos de pesquisa, tempo em que Stela Guedes Caputo viu crianças de candomblé crescendo e aprendendo o amor ao culto e à cultura de seus ancestrais. Na escola, porém, essas mesmas crianças escondiam sua fé, sentindo-se discriminadas, numa lógica de discriminação religiosa e racial. 
  • Esta obra é leitura indispensável àqueles que se interessam pela questão da diversidade na escola e lutam contra o preconceito.




Jornalista Stela Guedes Caputo lança em Salvador, em uma série de eventos, o livro Educação nos Terreiros: e Como a Escola se Relaciona com as Crianças de Candomblé
Durante duas décadas, a jornalista e professora carioca Stela Guedes Caputo acompanhou um grupo crianças iniciadas nos candomblés da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. E investigou como elas se relacionavam com questões como fé, tradição, preconceito e  educação. O resultado deste longo e interessante trabalho culminou numa tese de doutorado na UFRJ e no livro Educação nos Terreiros: e Como a Escola se Relaciona com as Crianças de Candomblé (FAPERJ-Pallas), que a autora lança em Salvador numa série de atividades entre os dias 29 de julho e 04 de agosto.
O roteiro baiano de Stela prima pela diversidade, com encontros com públicos de diferentes perfis e com pesquisadores, educadores, ativistas e religiosos baianos. No domingo (29) ela estará na Bilbioteca Infantil Monteiro Lobato, em Nazaré, dentro da programação do Sarau Bem Legal. Na terça (31), vai à UNEB-Cabula, e no dia seguinte, quarta (01/08), participa do Sarau Bem Black, no Sankofa African Bar, Pelourinho. Na quinta (02/08), o encontro será no CEPAIA-UNEB no Santo Antônio. Nos dois últimos encontros a autora ctroca ideias com o povo de santo: na sexta (03), ela conversa com a comunidade da Casa de Oxumaré, na Federação, e na sexta (04), na Casa Branca, situada na Vasco da Gama.

Além do lançamento, o objetivo geral da semana é debater a questão da intolerância religiosa nos meios educacionais oficias e os paradigmas que orientam a educação nas comunidades religiosas de origem africana. O primeiro contato direto de Stela com o tema começou no ano de 1992, quando ela escreveu a reportagem Os Netos de Santo para o jornal O Dia. A partir de então, afirma, duas questões básicas passaram a acompanhá-la: a diversidade na escola e a importância de outros espaços de educação fora da escola formal.
“Nunca mais saí dos terreiros e me tornei amiga do tempo, porque foi preciso tempo para gestar esse livro. Muita gente maravilhosa escreveu sobre candomblé, mas sobre crianças em candomblé eu nunca achei livro algum. As crianças cresceram e tenho orgulho e gratidão por ter estado nessa caminhada. No livro partilho um pouco do que me ensinaram nas casas de candomblé, tanto as crianças e jovens como suas famílias. Partilho também o que vi de discriminação e racismo nas escolas”, afirma.
O ciclo de eventos é uma iniciatva do coletivo Blackitude: Vozes Negras da Bahia e tem o apoio estratégico da Fundação Pedro Calmon e da Secretaria de Cultura da Bahia. Conta com parceria essencial da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, do Centro de Estudos dos Povos Afro-Índio-Americanos - CEPAIA, dos Terreios Oxumaré e Casa Branca, além do Sankofa African Bar.
O livro - Educação nos Terreiros: Como a Escola se relaciona com Crianças de Candomblé 

Seguir a religião de seus pais é um dos primeiros caminhos que uma criança toma em sua existência. A integração de uma família em uma religião, no caso, o candomblé, revela a essa criança a razão de sua existência e a auxilia a superar obstáculos. "Educação nos Terreiros" abre um caminho para analisarmos a herança religiosa familiar e o candomblé como uma religião que marca o encontro de pessoas de vários matizes, adultos e crianças, compondo um núcleo de trabalho social e religioso.
Stela Caputo realizou uma pesquisa cuidadosa e detalhada, produto de vários anos de contato com a realidade do candomblé do Rio de Janeiro. Neste livro, ela discute a inserção dessas crianças na escola pública brasileira e a perspectiva de uma ação pedagógica deseducativa no que refere ao trato da diversidade religiosa nas salas de aula. Grupos religiosos hegemônicos e de matriz cristã, apoiados no artigo 33 da Lei 9.394/96 de Diretrizes e Bases, têm extrapolado o que diz a própria lei e implantado um clima de opressão à liberdade de expressão para muitas crianças, adolescentes, jovens e adultos negros e brancos, praticantes do candomblé e de outras religiões cuja base não é a judaico-cristã.  (Divulgação - www.pallaseditora.com.br)

A autora - Stela Guedes Caputo
Jornalista, trabalhou no Jornal O Dia e em jornais sindicais. Fez mestrado e doutorado na PUC-Rio e pós-doutorado na UERJ. Hoje é professora da Faculdade de Educação da UERJ. No jornal O Dia, em 1993, recebeu com a equipe em que trabalhei, o prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos. Em 2006 publicou o livro Sobre entrevistas (Vozes).

PROGRAMAÇÃO

Domingo 29/07 (10h) - Biblioteca Infantil Monteiro Lobato – Nazaré
Coordenação: Rosane Rubim (3117.1433)
Mesa: Stela Guedes Caputo (UERJ), Maria Anória (UNEB), Jaime Sodré (UNEB), Nelson Maca (UCSal)

Terça-feira 31/07 (14h) - Universidade Estadual da Bahia (UNEB) - Campus do Cabula
Auditório Jurandyr Oliveira – DEDC1
Coordenação: Carla Liane (UNEB)
Mesa: Stela Guedes, Estélio Gomberg (UFBA), Ricardo Freitas (UNEB)
Inscrições: http://www.uneb.br/salvador/dedc/eventos/

Quarta-feira 01/08 (19h) - Sarau Bem Black - Sankofa African Bar – Pelourinho
Coordenação: Nelson Maca (9130.4618)
Lançamento e bate papo com o público

Quinta-feira 02/08 (15h) - Centro de Estudo dos Povos Afro-Índio-Americanos (CEPAIA-UNEB)
Coordenação: Claudia Rocha (3241 0811\ 0840\0787)
Mesa: Stela Guedes, Claudia Rocha (UNEB), Valdélio Santos Silva (UNEB)

- Sexta-feira 03/08 (19h) – Terreiro Casa de Oxumaré, Federação, 
Coordenação: Rita Santos (9198.5923)
Mesa: participantes a confirmar
*Traje: roupa branca ou de tonalidade clara

- Sábado 04/08 (17h) – Terreiro Casa Branca, Vasco da Gama
Coordenação: Rita Santos (9198.5923)
Mesa: participantes a confirmar

Realização: Blackitude: Vozes Negras da Bahia
Coordenação geral: Nelson Maca / Contato 91304618
Parcerias: Biblioteca Monteiro Lobato; Casa Branca; Casa de Oxumaré; CEPAIA – UNEB; Sankofa African Bar
Apoio: Fundação Pedro Calmon; SECULT-BA


www.aldeianago.com.br

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Congresso Internacional de Educação de Maceió


Alguns Palestrantes

Nome: ARIANA COSME
País: PORTUGAL
Currículo: 

Licenciatura e Doutorado em Ciências da Educação; Diretora do Gabinete de Educação Continuada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto – Portugal; Autora de obras em domínios como o da Metodologia de Projeto, Aprendizagem, Diferenciação Pedagógica e Atividade Docente.

Nome: Eduardo Correia de Almeida
Cidade: CURITIBA / PR
País: BRASIL
Currículo: 

Publicitário (PUC), pós-graduado em Responsabilidade social Corporativa pelo ISAE/FGV. A autor dos livros Quando o Oriente Ilumina o Ocidente e Meus Pais, meus Mestres, meus Líderes. Membro fundador da Universidade Livre para a Eficiência Humana (www.unilehu.org.br) há 10 anos atua com educação corporativa para as maiores empresas brasileiras. Atualmente preside o AGK Group, organização que congrega seis empresas dentro das áreas de educação e comunicação.

Nome: Eduardo Shinyashiki
Cidade: SÃO PAULO / SP
País: BRASIL
Currículo: 

Palestrante, consultor organizacional e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes.
Dedica-se a desenvolver o Poder Pessoal para gerar realização pessoal e profissional através da expansão das competências de liderança, comunicação e inovação.
Especializou-se em Desenvolvimento Humano nos Estados Unidos, Europa, América do Sul, México e Índia.
Tem uma trajetória acadêmica dedicada ao estudo e à pesquisa dos aspectos emocionais, mentais e físicos do ser humano e, como resultados de suas pesquisas, desenvolveu palestras e treinamentos que, por sua grande utilidade prática, são aplicados em campos diferenciados como Educação, Comunicação, Liderança, Motivação, Desenvolvimento Humano e Organizacional.
Seu trabalho nas organizações tem por objetivo desenvolver o Poder Pessoal, através de palestras e treinamentos interativos que abordam as dificuldades existentes, transformando potencial em poder de realização, criando novas realidades e resultados.
Realiza palestras, congressos e treinamentos no Brasil e na Europa. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos.
Autor do livro “Viva como Você Quer Viver” - (Ed. Gente).



Nome: Egidio José Romanelli
Cidade: CURITIBA / PR
País: BRASIL
Currículo: 

Licenciado em Letras Clássicas e em Filosofia; Doutor em Psicofisiologia na França, com bolsa do Governo Francês e Pós-doutorado em Neuropsicologia no Canadá; Especialização em Orientação Educacional; Professor Aposentado da UFPR, lotado no departamento de Psicologia com atuação nos mestrados em Educação e em Psicologia; Atualmente é Professor Titular do curso de Medicina da PUCPR, Professor de Pós-graduação no Brasil e no exterior e Conferencista em Congressos, Seminários, jornadas de educação. Pesquisador em aprendizagem no cérebro e aprendizagem.


Nome: EMÍLIA CIPRIANO SANCHES
Cidade: SÃO PAULO / SP
País: BRASIL
Currículo: 

Doutora em Educação pela PUC/SP.
Mestre em Psicologia da Educação.
Professora Titular da PUC/SP.
Coordenadora e Assessora Pedagógica na área de Educação Infantil da Consultoria e Assessoria Educacional Aprender a Ser.
Autora e Conferencista em eventos nacionais e internacionais.

Nome: José Alexandre da Rocha Ventura Silva
Cidade: -
País: PORTUGAL
Currículo: 

Mestre e Doutor em Ciências da Educação; Pós-graduado em Administração Escolar; Diretor Pedagógico da Escola Profissional de Comércio de Aveiro-Portugal e Professor do Ensino Básico e Secundário; Professor e Pesquisador do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro; Especialista em Bullying em meio escolar e virtual, Gestão Escolar, Avaliação na Educação e Avaliação de Professores e Institucional; Consultor Internacional e Palestrante sobre questões educativas (Portugal, Brasil, França, EUA, Espanha, Bélgica, Coreia do Sul e República Checa); Secretário de Estado Adjunto e da Educação de Portugal; Autor de livros e artigos publicados no Brasil e Portugal.

Nome: JÚLIO CÉSAR FURTADO DOS SANTOS
Cidade: RIO DE JANEIRO / RJ
País: BRASIL
Currículo: 

Graduado em Geografia, Pedagogia e Psicologia.
Psicopedagogo (universidade de Havana/Cuba)
Mestre em Educação.
Doutor em Ciências da Educação.
Reitor da UNIABEU/RJ.
Autor de obras e publicações na área.

Nome: LUIZ SCHETTINI FILHO
Cidade: RECIFE / PE
País: BRASIL
Currículo: 

Formação acadêmica em Psicologia, Filosofia e Teologia; Psicólogo clínico de crianças, adolescentes e adultos; Atua nas áreas de ensino em Psicologia geral, da infância, da adolescência, da aprendizagem, da comunicação; Professor em cursos de Capacitação Pedagógica em Universidades e escolas no Brasil e no exterior. Autor de 20 livros na área de Psicologia educacional, Relações interpessoais e Filiação adotiva.

Nome: Philippe Perrenoud
País: SUIÇA
Currículo: 

Sociólogo; Especialista em Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação de Professores; Professor na Universidade de Genebra, Suíça; Co-orientador do Laboratoire, Inovation, Formation, Education – Life. Autor de diversas obras na área.

Jornada Internacional de Educação da Bahia


Alguns Palestrantes


Nome: ANA RUTH STAREPRAVO
Cidade: CURITIBA / PR
País: BRASIL
Currículo: 

Pedagoga e Mestre em Educação pela UFPR. Professora em diferentes programas de graduação e pós-graduação na área de Educação. Docente em cursos de formação continuada na área de Matemática em diferentes estados brasileiros. Autora de livros didáticos e de metodologia do ensino da matemática.

Nome: ARIANA COSME
País: PORTUGAL
Currículo: 

Licenciatura e Doutorado em Ciências da Educação; Diretora do Gabinete de Educação Continuada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto – Portugal; Autora de obras em domínios como o da Metodologia de Projeto, Aprendizagem, Diferenciação Pedagógica e Atividade Docente.

Nome: CELSO ANTUNES
Cidade: SÃO PAULO / SP
País: BRASIL 
Currículo: 

Mestre em Ciências Humanas; Especialista em Inteligência e Cognição; Autor de mais de 50 obras sobre temas educacionais editadas no Brasil e traduzidas na Europa, América do Norte e todos os países da América do Sul; Membro Diretor da Associação Internacional pelos Direitos da Criança Brincar (UNESCO); Proferiu palestras, cursos e seminários no Brasil, Uruguai, Argentina, Espanha, México e Portugal.

Nome: Celso Vasconcellos
Cidade: SÃO PAULO / SP
País: BRASIL 
Currículo: 

Doutor em Educação pela USP.
Mestre em Filosofia da Educação pela PUC/SP.
Pedagogo.
Filósofo.
Pesquisador.
Professor de cursos de Graduação e Pós-Graduação. 
responsável pelo Libertad - Centro de Pesquisa, Formação e Assessoria Pedagógica.
Autor de diversos livros na área de educação.

Nome: Eduardo Shinyashiki
Cidade: SÃO PAULO / SP
País: BRASIL 
Currículo: 

Palestrante, consultor organizacional e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes.
Dedica-se a desenvolver o Poder Pessoal para gerar realização pessoal e profissional através da expansão das competências de liderança, comunicação e inovação.
Especializou-se em Desenvolvimento Humano nos Estados Unidos, Europa, América do Sul, México e Índia. 
Tem uma trajetória acadêmica dedicada ao estudo e à pesquisa dos aspectos emocionais, mentais e físicos do ser humano e, como resultados de suas pesquisas, desenvolveu palestras e treinamentos que, por sua grande utilidade prática, são aplicados em campos diferenciados como Educação, Comunicação, Liderança, Motivação, Desenvolvimento Humano e Organizacional.
Seu trabalho nas organizações tem por objetivo desenvolver o Poder Pessoal, através de palestras e treinamentos interativos que abordam as dificuldades existentes, transformando potencial em poder de realização, criando novas realidades e resultados.
Realiza palestras, congressos e treinamentos no Brasil e na Europa. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos. 
Autor do livro “Viva como Você Quer Viver” - (Ed. Gente).



Nome: Monica Gather Thurler
País: SUÍÇA 
Currículo: 

Professora de Ensino e Pesquisa na Faculdade de Psicologia; Professora das Ciências da Educação na Universidade de Genebra, Suíça; Especialista em Inovação em Educação.

Nome: Philippe Perrenoud
País: SUIÇA 
Currículo: 

Sociólogo; Especialista em Currículo, Práticas Pedagógicas e Formação de Professores; Professor na Universidade de Genebra, Suíça; Co-orientador do Laboratoire, Inovation, Formation, Education – Life. Autor de diversas obras na área.

Nome: Rui Eduardo Trindade Fernandes
País: PORTUGAL 
Currículo: 

Psicólogo na área de Desenvolvimento da Psicologia e da Educação da Criança (Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto). Mestre em Ciências da Educação (Universidade do Porto). Doutor em Ciências da Educação (Universidade do Porto). Professor universitário, Orientador de mestrados e de doutoramentos na área das Ciências da Educação. Coordenador de projetos educacionais. Vice-Presidente do Conselho Pedagógico da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Autor e co-autor de livros e colaborador de publicações na área..

terça-feira, 10 de julho de 2012

ALERTA VERMELHO



A notícia do assassinato de um diretor de escola por um aluno adolescente, de 15 anos, em Nova Andradina, chocou a sociedade e ligou o sinal de alerta! Quem são esses alunos? Filhos de quem? Que educação recebem? De quem? Como? Por quê?!  Que indivíduo é esse que estamos formando?!
Sabemos que a EDUCAÇÃO é o processo pelo qual a sociedade forma seus membros à sua imagem e em função de seus interesses. É, pois, um processo social enquadrado numa concepção própria de mundo, que envolve principalmente os valores sociais, éticos, morais, culturais, políticos e econômicos, em cada tempo e lugar. Está diretamente ligada ao modelo de homem e de sociedade que se pretende ver emergir. Este conjunto de regras, princípios e valores são estabelecidos pelas principais instituições sociais: família, religião, justiça, política e educação. No entanto é preciso lembrar que nenhuma instituição existe isolada das outras e sem que tenha surgido antes uma necessidade. Todas elas possuem uma interdependência mútua, de tal forma que uma modificação numa determinada instituição, pode acarretar mudanças maiores ou menores nas outras.
A família, considerada uma das mais antigas e fortes instituições sociais, destacando-se das demais, por seu caráter universal, está sofrendo uma grande transformação. Varia no tempo e no espaço, tanto quanto ao número de casamentos, à forma, as relações de parentesco, a relação sexual e aos componentes básicos da sociedade. Na atualidade é muito difícil encontrar o modelo ideal de família - mãe, pai e filhinhos (propaganda de margarina). E se essa primeira e importante instituição social mudou, consequentemente, força uma decisiva mudança nas demais. Quem vai suprir as necessidades que surgem na sociedade?
 O fato é que apesar das mudanças, a educação ainda COMEÇA na família. É a primeira esfera de socialização da criança, responsável pela formação individual e social de cada um. É lá que a criança aprende a conviver, em harmonia com outros grupos. Aprende a falar e a não gritar, a ouvir, a ser gentil, a perder, a cooperar, a respeitar a hierarquia, as regras e as normas básicas da sociedade em que vive. Principalmente a ter DISCIPLINA, OBEDIÊNCIA e RESPEITO. Um belo exemplo dessa importante influência foi a notícia divulgada nessa semana por todos os jornais, em que um morador de rua devolveu à polícia R$ 20 mil que havia encontrado no lixo. Ao ser interpelado ele disse que se lembrou do que sua mãe falou - “nunca roubar nada que é dos outros".
 No entanto, Já faz tempo que a família está se eximindo dessa responsabilidade, jogando toda a carga da educação para a outra instituição social – a ESCOLA! Os professores não conseguem fazer o  trabalho para o qual foram formados – ensinar. São como frágeis domadores de feras, usando banquinhos e chicote nas mãos!
Atualmente, é fácil observar que o comportamento de uma grande parcela de adolescentes está passando dos limites. São jovens sem educação! Nos ônibus ocupam os lugares dos idosos, debocham, chamam a todos de TIOS. São crianças malcriadas, egoístas, que falam palavrões em qualquer lugar, sem o mínimo respeito às pessoas a sua volta. Seres que se julgam absolutos e intocáveis! E surge aí a pergunta: Era ISSO MESMO que queríamos formar?! Onde nós erramos?!
 Basta de tanta violência! Já passou da hora de apertar o laço e estabelecer os papéis e limites, muito bem definidos, de cada um.  A escola precisa voltar a ter o respeito da sociedade, assim como a família a se comprometer com o seu papel social na educação. A educação escolar É COMPLEMENTAR A EDUCAÇÃO DA FAMÍLIA. Juntas devem estabelecer como princípio  a   tolerância zero para toda e qualquer ato de indisciplina e desrespeito. É assim no Japão, na Nova Zelândia, Coréia do Sul – países que estão no topo dos resultados de educação de qualidade nas avaliações internacionais. Lá a escolas têm um pacto direto com a família – EDUCAÇÃO COMPARTILHADA.
Precisamos urgentemente mudar nosso rumo. A Escola  precisa estabelecer regras claras, revendo o seu Regimento Escolar e o seu Projeto Político Pedagógico, discutidos pela comunidade interna e externa.  A definição das sanções a cada ato de indisciciplina precisa ser muito bem definida -  estabelecendo limites absolutos, tanto para os alunos, dentro da escola, quanto nas famílias, dentro de casa. Sem tréguas, sem medo e sem tolerância.
Atingimos a situação limite e o alerta vermelho está ligado, significando, como em todos os lugares - EMERGÊNCIA e PRIORIDADE ...BASTA!

Profa Dra Ângela Maria Costa
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Coordenadora da Aliança pela Infância/MS


sábado, 23 de junho de 2012

Homenagem da amiga Edna no dia do meu aniversário. 
Obrigada querida amiga, por sua gentiliza e seu carinho.


Magnólia, uma flor entre as flores

  

Querida Mag

Você, essa flor de  pessoa, merece o nome que tem.Sua delicadeza, sua atenção e amizade perfumam nossas vidas.
No dia do seu aniversário lhe ofereço a prece irlandesa que faço para pessoas queridas. Deus lhe abençoe e lhe guarde!Feliz todos os dias,  minha amiga!

" Que as gotas da chuva molhem suavemente o seu rosto,
Que o vento suave refresque seu espírito,
Que o sol ilumine seu coração,
Que as tarefas do dia não sejam um peso nos seus ombros,
E que Deus envolva você no manto do Seu amor.

Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo...
Que Deus guarde você na palma da Sua mão. "
                                    (http://www.sonhofeliz.com)




Flores pra ti, daqui de Sete Lagoas (MG), 23 de junho de 2012

EDNA LOPES

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Alagoas é Bonito Demais

Sou sergipana de nascimento, amo minha terra, mas adotei Alagoas para viver, aqui é mais um pedacinho do Nordeste e do BRASIL, abençoado por belezas naturais de perder o fôlego, tem uma cultura marcante representada principalmente pelo seu rico folclore. Seu artesanato encanta a todos por sua criatividade, originalidade e beleza. A gastronomia alagoana seduz o paladar dos visitantes. São pratos feitos com diversos ingredientes e os mais nobres frutos do mar. Os restaurantes oferecem cardápio diversificado, com opções da culinária regional e internacional.Nossa rede hoteleira é moderna e segue os padrões exigidos pela legislação federal e municipal,(com melhor acessibilidade). Como também é terra de homens e mulheres ilustres que fizeram história, como ARTHUR RAMOS, AURÉLIO BUARQUE DE HOLLANDA, AVELAR BRANDÃO VILELA ,GRACILIANO RAMOS, FLORENTINO DIAS, NISE DA SILVEIRA, JORGE DE LIMA, FLORIANO VIEIRA PEIXOTO, VIRGÍNIA DE MORAES, PONTES DE MIRANDA, MARECHAL DEODORO, CACÁ DIÉGUES, ZUMBI, ZAGALLO, DJAVAN, ERMETO PASCHOAL, LÊDO IVO, TEOTÔNIO VILELA, GUIMARÃES PASSOS.

sábado, 9 de junho de 2012






  

O sucesso escolar dos filhos e a observação das brincadeiras espontâneas - reflexões sobre prevenção


Toda família deseja que seus filhos tenham o melhor desempenho possível ao longo dos anos escolares, não é verdade? Porém, o que chama muito atenção atualmente é que pouco se fala do quão importante é o desenvolvimento infantil, desde a gestação (ainda na fase intra-uterina),  passando pela primeira infância (de zero a seis anos), para depois se consolidar, de fato, a inserção no mundo pedagógico.

Para que a inicialização na vida escolar seja a mais adequada possível, muitas etapas que a antecedem devem ser valorizadas. 

Mães que vivem uma gestação de bastante tranquilidade, com alimentação adequada, noites bem dormidas e estabilidade emocional, favorecem significativamente a formação neuronal inicial dos bebês. Acabam fornecendo a eles uma base psíquica bastante estruturada, bem desenvolvida, estável.

Antes de pensarmos em idade correta de alfabetização, de refletirmos sobre a idade de ir para a escola pela primeira vez, de querermos crianças que se interessem pela leitura, que se envolvam nas atividades da escola, é muito válido valorizarmos as bases que antecedem tudo isso.

Sobre essa temática destaco duas preocupações essenciais: a importância do desenvolvimento durante a gestação e a importância do desenvolvimento da estrutura mental na primeira infância, por meio das brincadeiras espontâneas, em especial, as de “faz de conta”.

Seu filho ou filha tem oportunidade frequente de brincar de fantasia? Brincar de fantasia quer dizer brincar de se imaginar no lugar do outro, de fantasiar, inventar. Brincar de se fantasiar de verdade ou não, é fator pouco preocupante nesse momento. A roupa de fantasia em si, não é a questão do artigo.

Vamos pensar e refletir sobre o “faz de conta”. Brincar de ser papai, fingir ser a mamãe, se posicionar como professor, falar como médico, imitar os animais, como se fosse algum deles. Enfim, fazer de conta que é o outro. Brincar como se estivesse em outro espaço, inventar castelos, ruas, fazendas imaginárias. Cozinhar de mentirinha a comidinha favorita. Puxar um carrinho e se imaginar pilotando o automóvel. Pular como se fosse um sapo de verdade. Entrar em uma casinha que só existe no imaginário. Enfim, brincadeiras de faz de conta.

Para algumas famílias, todas essas brincadeiras ainda são comuns e fazem parte do seu cotidiano, mas para outras são brincadeiras raras, pois foram substituídas por vídeo games e outros recursos tecnológicos.

Brincar com um jogo no computador requer mecanismos mentais diferentes das brincadeiras tão comuns antigamente, chamadas de faz de conta. 

Atuar com o faz de conta permite o trabalho da estrutura do pensamento e da estrutura emocional das crianças.

Quando brincam muito de faz de conta conseguem elaborar melhor as suas estruturas internas de pensamento. 

Em termos de repertório oral, por exemplo, as crianças que brincam de imitar a vida, que se colocam no lugar do outro, que fingem mil invenções, são capazes de utilizar diversas palavras diferentes, enquanto que a brincadeira com o vídeo game, não permitem a ampliação do vocabulário, tanto quanto o faz de conta.

As vantagens das brincadeiras espontâneas, de faz de conta, são infinitamente mais vantajosas. Por meio delas as crianças desenvolvem a coordenação motora, o aspecto do convívio social, a linguagem, entre vários outros fatores. São recursos extremamente importantes para a formação integral das crianças.

Brincar em casa, ou na escola, com brincadeiras dirigidas, não exercita da mesma forma a questão de estar no lugar do outro. Por exemplo, vamos imaginar uma sala de aula onde a professora organizou o espaço para a dança da cadeira. Difícil a criança que não gosta, mas, isso permite o estar no lugar do outro? Exercem o papel de algum personagem ou a criação da imaginação de algum lugar fantasioso? Às vezes, até pode acontecer de uma criança ou outra usar de tais artifícios até na brincadeira da dança da cadeira, mas será uma exceção.

Normalmente, o que mais vemos na divertida brincadeira da dança da cadeira, são exercícios de domínio corporal e, claro, muita diversão. 

Hoje a minha atenção é despertar pais, professores e a sociedade de forma geral para as brilhantes possibilidades das brincadeiras de faz de conta. Esse tipo de situação permite às crianças que exerçam o simbolismo. 

O que é esse ‘simbolismo’? É o sentido que a criança emprega às situações durante o brincar. Quando olhamos a criança brincando podemos perceber quais valores ela está empregando aos fatos e objetos, e quais os significados que ela já adquiriu sobre a vida real. 

No papel de pais e professores atentos, podemos e devemos contribui com a construção dos simbolismos. Vejam a importância disso:

Quando a criança brinca de casinha, por exemplo, e as situações de medo, susto ou horror, aparecem em excesso, temos uma ótima oportunidade de interagir na brincadeira, entrando na fantasia, junto com a criança, desvendando com ela as situações. É preciso um pouquinho de criatividade, claro, mas não é nada difícil, ao contrário, é maravilhoso brincar de faz de conta junto com as crianças.

Ao brincar com elas, podemos fingir que somos outro personagem e atuar nas situações que nos chamam mais atenção. No caso do medo, susto, ou horror, podemos mudar o tom de voz, fingindo ser alguém que começou a brincar também e, aos poucos, podemos conversar sobre o porquê de determinados posicionamentos. 

Exemplo: “oi amiguinho, posso brincar com você? Parece que estava com medo. Posso te ajudar? O que estava acontecendo? Você sempre tem medo? O que te dá mais medo? Sabe de uma coisa? Quando tenho medo, começo a pensar nas coisas que minha mamãe me ensinou, e logo o medo passa. Ah, também sempre lembro que não precisamos ter medo, porque muitas pessoas que vivem perto de nós, nos ajudam a todo momento, e mais, Deus está sempre cuidando de nós também. Será que você precisa mesmo ficar com medo? O que você acha?”

É um exemplo bem simples, mas dá para exemplificar questões sobre O QUE observar nas brincadeiras (as atitudes, as falas, o posicionamento da criança, etc) e COMO analisá-las (brincando junto, participando ativamente). 

Ou seja, as brincadeiras espontâneas são super favorecedoras do exercício do simbolismo. Por meio delas os adultos podem notar a forma como as crianças estão construindo a noção da vida em sociedade e como estão entendendo os relacionamentos sociais. 

Algo fundamental nisso tudo: é dessa forma que possibilitamos às crianças uma boa maneira de trabalhar o próprio eu, estruturar os pensamentos e exercer o seu papel na sociedade. É assim que toda a estrutura interna, inicial, é exercitada, formando os pilares para as aprendizagens humanas, escolares ou não.

Só mais um pouquinho, anotações essenciais antes de encerrar esse artigo: dessa mesma forma, quando os adultos participam junto e observam a brincadeira, podem acontecer descobertas preocupantes (agressividade excessiva, passividade contínua, atraso motor, inconstância acentuada do humor, desvios da fala, etc). Mais um motivo para valorizarmos realmente esses momentos. Para essas observações, tanto as brincadeiras espontâneas como as dirigidas são relevantes. 

Nesses casos, pais e professores precisam se dedicar ainda mais, intervir sistematicamente, brincando junto, para ver se com orientações bem específicas (mas lúdicas, sem bronca, sem cobrança, de forma prazerosa) os sintomas diminuem. Caso contrário, procurar ajuda profissional o quanto antes. Atendimento direcionado na primeira infância sempre tem resultado mais positivo do que em idade avançada. 

Para não esquecer: a base do desenvolvimento integral (físico, emocional, social, pedagógico) passa por dois momentos que são insubstituíveis: a fase intrauterina e o rico período da primeira infância, de zero a seis anos. 

Gestação e primeira infância precisam de prioridade na sociedade! Nessas duas fases, tudo que é feito para colaborar com o desenvolvimento das crianças, de certa forma, pode ser considerado como prevenção precoce das dificuldades na aprendizagem, pois favorecerá a formação primária que servirá de base para as aprendizagens humanas. 

Roberta Mello Leal Pimentel
Pedagoga - Especialista em Psicopedagogia - Mestre em Educação