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domingo, 18 de novembro de 2012

TER CONSCIÊNCIA NEGRA... VIVA ZUMBI E TODOS OS GANGAS!






É de suma importância que todos nos unamos em torno das lutas diárias do povo afro-ameríndio. No mínimo, unir forças, promover ações que edifiquem a consciência conjunta das lideranças, democratizando proposta é fortalecendo as realizações. Mas é preciso também ter cuidados, usar a consciência como fomentadora da inteligência para não fazer o jogo do inimigo, ou ser engabelado por ele no percurso da história, aliás, história essa muitas vezes deturpada ou esquecida por gente que só se enxerga em nome do seu bel prazer, etnocêntrico ou não.
Temos que ter consciência que o povo de Palmares lutou por um século nas mais adversas intempéries, no entanto, através da união, superaram a fome e o infortúnio da escravidão. Zumbi conviveu e herdou dos seus a CONSCIÊNCIA da luta pela vida, e vida com dignidade. Foi martirizado como tantos outros pelos algozes do colonialismo. Seu nome hoje resgatado como último ganga-comandante-em-chefe, inscrito no Tombo como Herói Nacional, herói do povo brasileiro.
Certamente diria Zumbi hoje: Estamos bem, estamos no caminho certo, está na hora de inculturar o necessário e politizar muito mais a luta para que nossa vitória seja completa. Temos um Estatuto da Igualdade Racial que é Lei; fomos vitoriosos sobre as cotas no STF por dez a zero, ganhamos no Senado Federal 50% das vagas para escolas públicas dentro das Universidades. Nossos cotistas provaram na pratica que são competentes nos estudos, apesar de todas as faltas de oportunidades, ou simplesmente, apesar de tudo que lhe foi negado, roubado, esteriotipado. Temos um Negro presidente do Supremo Tribunal Federal, Temos muito para refletir, analisar, fortalecer e comemorar.
É isso... Eu diria que nosso herói Zumbi quer mesmo é que fiquemos atentos como atalaias, para sermos sujeitos da história fazendo a sua parte sem esquecer o coletivo, não apenas das entidades negras, dos grupos culturais, das casas religiosas de matrizes africanas, dos quilombolas... Mas sim, de toda COMUNIDADE NEGRA E AFRO-AMERÍNDIA, sobretudo, as esquecidas nas favelas, nos lixões, nos grotões, nos cárceres, nas pedras do IML, nas esquinas sem futuro, nas salas de aula eurocêntricas, nos discursos equivocados e nas posturas egoístas.
Para que nossa CONSCIÊNCIA NEGRA seja completa precisamos enlaçar nossas mentes, nossas mãos, nossos pés e nossos corações em favor do nosso povo e em nome do Herói Nacional Zumbi dos Palmares.
AXÉ POVO DE ZUMBI! SARAVÁ N’ZAMBI!

Helcias Pereira
http://coletivoafrocaete.blogspot.com.br/


* Helcias Pereira é Membro do Mocambo ANAJÔ /APNs-AL, da Coordenação Nacional dos APNs do Brasil e Conselheiro Nacional de Promoção da Igualdade Racial / CNPIR-SEPPIR-PR  (9600-9941 – helcias.pereira@hotmail.com).

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Kauan


Há um ano fiz uma pequena homenagem a um  pequenino príncipe chamado Kauan, olha ele aí, tão pequeno, tão indefeso...


Hoje volto a fazer outra homenagem pelo seu primeiro aninho de vida, desejando que você abrace o mundo e comemore a sua existência, o fato de você existir já é para seus pais algo que deve ser para sempre comemorado e que  você conserve sempre para si as energias e a sensibilidade de sua infância.

Aí está kauan com 1 ano de vida.



Kauan,

O seu tempo é mágico.
Bruxas, fadas, duendes
povoam seus sonhos.
Na sua realidade
os brinquedos ganham vida
e tanta fantasia, às vezes espanta,
nos encanta.
De seu sorriso puro,
de sua ingenuidade,
a mentira não faz parte.
Você não tem vergonha
de extravasar sua sensibilidade.
Brinca,
pula,
grita,
chora,
reclama,
abraça,
faz graça,
não guarda rancor.
Não entende a dor,
o abandono,
pois você é amor.
Sonhe criança,
cresça,
mostre ao homem
que sua lição de verdade
pode conduzir à felicidade.


Que o papai do céu te conserve assim bem peralta, porque peraltice é sinal de inteligência  e saúde, essa criança cheia de vida  inteligente e terna, que todos os seus sonhos se realizem para que você seja sempre essa criança feliz e cheia de amor para repartir com todos que lhe querem bem.



O Lúdico e a Educação Infantil





     Quando está brincando, a criança cria situações imaginárias em que se comporta como se estivesse agindo no mundo dos adultos. Enquanto brinca, seu conhecimento se amplia, porque nesta atividade ela pode fazer de conta que age como os adultos agem, imaginando realizar coisas que são necessárias para operar com objetos, com os quais os adultos operam, e ela ainda não. Aí está presente o pensamento de Vygotsky (1991, p.117), o qual coloca que, “no brinquedo, a criança sempre se comporta além do que se espera de sua idade, além de seu comportamento diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que na realidade”. Assim, na brincadeira que é desenvolvida na Educação Infantil, a criança experimenta diferentes papéis sociais, funções sociais generalizadas a partir da observação do mundo dos adultos. Além de ser um espaço de conhecimento sobre o mundo externo (a realidade física e social), é na atividade lúdica que a criança também pode conviver com os diferentes sentimentos que fazem parte da sua realidade interior. 
As crianças constroem normalmente o seu próprio sistema de valores morais de acordo com seu grupo social e depois internaliza, baseando-se em sua própria necessidade de confiança com as outras pessoas. Esse é um processo verdadeiramente interior; por isso se faz necessário uma prática coerente, onde os valores, as atitudes e as normas estejam presentes desde as relações entre as pessoas até a seleção dos conteúdos. As brincadeiras permitem à criança realizar ações concretas, reais, relacionadas com sentimentos passagens e segundo o RCNEI (1998, p.27), “toda brincadeira é uma imitação transformada no plano das emoções e das ideias, de uma realidade anteriormente vivenciada”. 
Brincando a criança vai, pouco a pouco, organizando suas relações emocionais, o que vai dando a ela condições para desenvolver relações sociais, aprendendo a se conhecer melhor e a conhecer e aceitar a existência dos outros. Embora nem todas as necessidades e desejos da criança deem origem à brincadeira, e embora a criança não entenda as motivações que estão por trás de seus gestos e suas ações, o brinquedo é a atividade principal da criança em idade pré-escolar. 
A aprendizagem depende em sua maioria da integração dos fatores maturacionais, afetivos e psicomotores. As necessidades e os interesses da criança são mais importantes que qualquer outra razão para que ela se ligue a uma atividade. Ser esperta, independente, curiosa, ter iniciativa e confiança na sua capacidade de construir uma ideia própria sobre as coisas, assim como exprimir seu pensamento com convicção, são características que fazem a personalidade integral da criança, contribuindo para o seu desenvolvimento. Compreender a importância do brincar para a aprendizagem requer dos professores e outras pessoas envolvidas na educação e no cuidado das crianças  uma análise de modo efetivo e cuidadoso de suas próprias ideias sobre o brincar e o papel e status que atribuem a ele. Mas importante: elas precisam investigar e estabelecer de forma satisfatória o que significa brincar.

  REFERÊNCIAS: BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI. Brasília: MEC/SEF, 1998.  VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.  http://mariajprn.blogspot.com.br/2011/07/o-ludico-e-educacao-infantil.html.

sábado, 20 de outubro de 2012

Alagoas em foco, a educação infantil em destaque.






Encontro: Alagoas em foco, a educação infantil em destaque.

Realização: Setor de Estudos da Educação Infantil CEDU-UFAL e Fórum Alagoano em Defesa da Educação Infantil (FADEDI)
Detalhes do evento : Quando: 31/10/2012  das 09:00 até 16:30

PROGRAMAÇÃO:
9h: Abertura

9h30: Resultados da pesquisa Fundação Carlos Chagas/ Fundação Victor Civita sobre a situação da EI no
Brasil: Destaque para Alagoas - Edna Lopes e Telma Vitória

10h30: COMED – A Educação Infantil em pauta: Resolução EI, novos concursos para professores EI e
outros destaques - Sandra Regina e Ângela Soares

11h: PROINFÂNCIA em Alagoas: municípios atendidos, creches inauguradas, desafios e previsões – Geisa
Andrade

11h30: A situação das creches em universidades federais: destaque para o NDI/UFAL - Andreza Fabrício

12h: Debate

12h30: Intervalo para almoço e momento de autógrafos com a presença de alguns autores do livro
“Matemática na Educação Infantil”

14h: Curso de Especialização em Docência na Educação Infantil - Perfil dos cursistas: Paulo Nin – A escrita
como formadora: Claudia Pimentel – A avaliação em foco: Lenira Haddad

15h: Brasil Carinhoso, Proinfância, formação continuada de professores da rede pública e proposições para
a Educação Infantil em Alagoas - Rita de Cássia de Freitas Coelho - Coordenadora Geral de Educação
Infantil/Ministério da Educação

16h - Debate

LOCAL: AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA CENTRAL – UFAL
DATA: 31 DE OUTUBRO DE 2012
HORÁRIO: 9h às 16h30

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

IV Encontro Nacional de História




IV Encontro Nacional de História


Entre os dias 23 e 28 de outubro o Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Arte da Ufal sedia o IV Encontro Nacional de História. O evento será formado por atividades de debate e reflexão sobre a produção historiográfica com o objetivo de proporcionar a troca de ideias e informações, como também uma avaliação de diferentes teorias e métodos na História. As inscrições ocorrem pelo simposiotematicoufal@hotmail.com até o dia 29 de setembro, para aqueles que desejam apresentar trabalhos. No caso dos ouvintes, estes podem se inscrever até o dia 1º de outubro pelo endereço eletrônico encontrohis-toriaufal@hotmail.com.
PROGRAMAÇÃO

23 de Outubro de 2012
9h às 12h: Credenciamento. Local: Pátio do ICHCA.
14:30h às 16h: Documentário: 1912—O Quebra de Xangô. Debate com o diretor Siloé Amorim (UFAL). Local: Auditório da Reitoria.
17h às 17:30h: Abertura oficial - Rachel Rocha (UFAL); Clébio Araújo (UNEAL); Enildo Marinho (ICHCA); Raquel Parmegiani (Bacharelado); Ana Mónica Lopes (Licenciatura), Antonio Filipe P. Caetano (Mestrado) e Célia Nonata da Silva (Especialização). Coordenação de mesa: Clara Suassuna. Local: Auditório da Reitoria.
18h às 21h – Mesa de Abertura: “100 anos do Quebra-Quebra: Perspectivas do Xangô Rezado Alto” (1912-2012): Mãe Miriam Yabinã, Pai Manoel Xoroquê, Zezito Araújo (CESMAC). Coordenação de mesa: Irinéia Franco. Local: Auditório da Reitoria.

24 de Outubro de 2012
9h às 12h - Oficina: "Cultura e História Afro-Brasileira em Sala de Aula". Coord. Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid-UFAL). Local: ICHCA.
14h – Simpósios Temáticos. Local: ICHCA.
19h30 – Mesa redonda 1: “Escravidão, Resistência e Movimento Negro”: Solange Rocha (UFPB), Rafael Sanzio (UnB), Marcelo Mac Cord (UFF).Coordenação de mesa: Ana Mónica Henrique Lopes. Local: Auditório do ICHCA.

25 de Outubro de 2012
9h às 12h - Oficina: "Cultura e História Afro-Brasileira em Sala de Aula". Coord. Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid-UFAL). Local: ICHCA.
14h – Simpósios Temáticos. Local: ICHCA.
18h - Lançamentos de livros: Local: Pátio do ICHCA.
  1. Antonio Filipe Pereira Caetano (org.). Alagoas Colonial: Construindo Economias, Tecendo Redes de Poder e Fundando Administrações (Séculos XVII-XVIII). Recife: Edufpe, 2012.
  2. José Barbosa da Silva Filho. Ser negro na história e na sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Ed. Appris, 2012.
  3. Ulisses Neves Rafael. “Xangô rezado baixo: religião e política na primeira República”. Aracajú/Maceió: EDUFS/EDUFAL, 2012. 
19h30 – Mesa redonda 2: “Historiografia, Estudos e Documentação sobre o Quebra de Xangô”: Pai Célio Rodrigues (Casa de Iemanjá); Ulisses Neves Rafael (UFS), Clébio Araújo (UNEAL) e Edson Bezerra (UNEAL). Coordenação de mesa: Ana Paula Palamartchuk. Local: Auditório do ICHCA.

26 de Outubro de 2012
9h às 12h - Oficina: "Cultura e História Afro-Brasileira em Sala de Aula". Coord. Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid-UFAL). Local: ICHCA.
14h – Simpósios Temáticos. Local: ICHCA.
19h30 – Palestra de Encerramento com João José Reis (UFBA). Coordenação de mesa: Gian Carlo de Melo Silva. Local: Auditório da Reitoria






sexta-feira, 12 de outubro de 2012

15 DE OUTUBRO.


SOU PROFESSOR(A)

“Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição”. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo.
Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê.
Não posso ser professor a favor simplesmente do homem ou da humanidade, frase de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa.
Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda.
Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais.
Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura.
Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza.
Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste. Boniteza que se esvai de minha prática se, cheio de mim mesmo, arrogante e desdenhoso dos alunos, não canso de me admirar. ”
(Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia, São Paulo, Paz e Terra, 2011)