"- Ensinar exige rigorosidade metódica; - Ensinar exige pesquisa; - Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos; - Ensinar exige criticidade; - Ensinar exige estética e ética; - Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo; - Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação; - Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática; - Ensinar exige o reconhececimento e a assunção da identidade cultural......"
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
Cláudia Costin, NÃO!
Alguns educadores de diversas universidades
brasileiras organizaram uma petição pública repudiando a indicação de Clauda
Costin para assumir a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação em Brasília. Abaixo a petição e o link para quem quiser assinar e divulgar.
Cláudia Costin, NÃO!
A privatização do ensino público, a fragmentação do trabalho docente, a perda da autonomia dos professores, a submissão estrita aos cânones neoliberais têm sido implementados por Cláudia Costin à frente da Secretaria Municipal da Educação na cidade do Rio de Janeiro.
Seu autoritarismo didático e de conteúdos, prescritos em cadernos e apostilas, emanado das orientações dos organismos internacionais ampliam o abandono da educação básica da grande maioria da população, historicamente relegada à carência de escolas e, mais recentemente, à desqualificação da educação nas escolas existentes. Além disso, no Rio de Janeiro, professores, gestores e funcionários tem sido alvo de aliciação pecuniária, os bônus financeiros, através de remuneração extraordinária pelo desempenho dos alunos, traduzido em um percentual de aprovação de alunos nas turmas e no conjunto da unidade escolar, como compensação aos baixos salários.
Não por caso, quando Ministra da Administração Federal e Reforma do Estado no governo FHC, foi uma das responsáveis pela idealização e implementação do desmonte do Estado, incluindo-se aí as privatizações ou a venda do país e a quebra da estabilidade dos servidores públicos.
Se confirmada Cláudia Costin à frente da Secretaria de Educação Básica, é esperada a descaracterização da educação fundamental e média com o apagamento do professor e do aluno como sujeitos históricos. Costin faz parte de um grupo de intelectuais que seguem a férrea doutrina do mercado, onde tudo vira capital, inclusive as pessoas. Não mais educação básica, direito social e subjetivo, mas escola fábrica de capital humano. Uma versão bastarda do ideário republicano de escola, como a define Luiz Gonzaga Belluzzo, em brilhante texto na Carta Capital de 29.08.2012,. Esta visão bastarda de educação objetiva apagar qualquer senso crítico dos alunos. Trata-se de transformar, para Belluzzo, recorrendo a Marshall Berman, a ação humana em repetições rançosas de papéis pré-fabricados, reduzindo os homens a indivíduos médios, reproduções de tipos ideais que incorporam todos os traços e qualidades de que se nutrem as comunidades ilusórias.
Delegar à administradora esse setor vital da educação brasileira é declinar de todos os embates e propostas da educação, em contraponto às políticas neoliberais dos anos 1990.
Professores, pesquisadores estudantes e suas entidades representativas vêm publicamente, protestar contra o arbítrio economicista, degradante e mutilador para a educação das gerações de jovens da educação básica que sua presença na SEB traria à educação básica, não apenas na cidade do Rio de Janeiro, mas em todo Brasil. Cláudia Costin, NÂO!
Texto coletivo dos abaixo assinados:
Dermeval Saviani –Unicamp
Mirian Jorge Warde – PUC-SP
Roberto Leher - UFRJ
Gaudêncio Frigotto – UERJ
Virginia Fontes- UFF/Fiocruz
Maria Ciavatta - UFF
Dante Henrique Moura - IFRN
Vânia Cardoso Motta - UFRJ
Eveline Algebaile – UERJ
Domingos Leite Filho. UTPr
Sônia Maria Rummert - UFF
Marise Ramos –UERJ e FIOCRUZ
Olinda Evangelista – UFSC
Domingos Leite Filho - UTPr
Laura Fonseca – UFRGS
Carmen Sylvia Morais - USP
Sônia Kruppa - USP
Os signatários
domingo, 18 de novembro de 2012
TER CONSCIÊNCIA NEGRA... VIVA ZUMBI E TODOS OS GANGAS!
É de suma importância que todos nos unamos em torno das lutas diárias do povo afro-ameríndio. No mínimo, unir forças, promover ações que edifiquem a consciência conjunta das lideranças, democratizando proposta é fortalecendo as realizações. Mas é preciso também ter cuidados, usar a consciência como fomentadora da inteligência para não fazer o jogo do inimigo, ou ser engabelado por ele no percurso da história, aliás, história essa muitas vezes deturpada ou esquecida por gente que só se enxerga em nome do seu bel prazer, etnocêntrico ou não.
Temos que ter consciência que o povo de Palmares lutou por um século nas mais adversas intempéries, no entanto, através da união, superaram a fome e o infortúnio da escravidão. Zumbi conviveu e herdou dos seus a CONSCIÊNCIA da luta pela vida, e vida com dignidade. Foi martirizado como tantos outros pelos algozes do colonialismo. Seu nome hoje resgatado como último ganga-comandante-em-chefe, inscrito no Tombo como Herói Nacional, herói do povo brasileiro.
Certamente diria Zumbi hoje: Estamos bem, estamos no caminho certo, está na hora de inculturar o necessário e politizar muito mais a luta para que nossa vitória seja completa. Temos um Estatuto da Igualdade Racial que é Lei; fomos vitoriosos sobre as cotas no STF por dez a zero, ganhamos no Senado Federal 50% das vagas para escolas públicas dentro das Universidades. Nossos cotistas provaram na pratica que são competentes nos estudos, apesar de todas as faltas de oportunidades, ou simplesmente, apesar de tudo que lhe foi negado, roubado, esteriotipado. Temos um Negro presidente do Supremo Tribunal Federal, Temos muito para refletir, analisar, fortalecer e comemorar.
É isso... Eu diria que nosso herói Zumbi quer mesmo é que fiquemos atentos como atalaias, para sermos sujeitos da história fazendo a sua parte sem esquecer o coletivo, não apenas das entidades negras, dos grupos culturais, das casas religiosas de matrizes africanas, dos quilombolas... Mas sim, de toda COMUNIDADE NEGRA E AFRO-AMERÍNDIA, sobretudo, as esquecidas nas favelas, nos lixões, nos grotões, nos cárceres, nas pedras do IML, nas esquinas sem futuro, nas salas de aula eurocêntricas, nos discursos equivocados e nas posturas egoístas.
Para que nossa CONSCIÊNCIA NEGRA seja completa precisamos enlaçar nossas mentes, nossas mãos, nossos pés e nossos corações em favor do nosso povo e em nome do Herói Nacional Zumbi dos Palmares.
AXÉ POVO DE ZUMBI! SARAVÁ N’ZAMBI!
Helcias Pereira
http://coletivoafrocaete.blogspot.com.br/
* Helcias Pereira é Membro do Mocambo ANAJÔ /APNs-AL, da Coordenação Nacional dos APNs do Brasil e Conselheiro Nacional de Promoção da Igualdade Racial / CNPIR-SEPPIR-PR (9600-9941 – helcias.pereira@hotmail.com).
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Kauan
Há um ano fiz uma pequena homenagem a um pequenino príncipe chamado Kauan, olha ele aí, tão pequeno, tão indefeso...
Hoje volto a fazer outra homenagem pelo seu primeiro aninho de vida, desejando que você abrace o mundo e comemore a sua existência, o fato de você existir já é para seus pais algo que deve ser para sempre comemorado e que você conserve sempre para si as energias e a sensibilidade de sua infância.
Aí está kauan com 1 ano de vida.
Kauan,
O seu tempo é mágico.
Bruxas, fadas, duendes
povoam seus sonhos.
Na sua realidade
os brinquedos ganham vida
e tanta fantasia, às vezes espanta,
nos encanta.
De seu sorriso puro,
de sua ingenuidade,
a mentira não faz parte.
Você não tem vergonha
de extravasar sua sensibilidade.
Brinca,
pula,
grita,
chora,
reclama,
abraça,
faz graça,
não guarda rancor.
Não entende a dor,
o abandono,
pois você é amor.
Sonhe criança,
cresça,
mostre ao homem
que sua lição de verdade
pode conduzir à felicidade.
Bruxas, fadas, duendes
povoam seus sonhos.
Na sua realidade
os brinquedos ganham vida
e tanta fantasia, às vezes espanta,
nos encanta.
De seu sorriso puro,
de sua ingenuidade,
a mentira não faz parte.
Você não tem vergonha
de extravasar sua sensibilidade.
Brinca,
pula,
grita,
chora,
reclama,
abraça,
faz graça,
não guarda rancor.
Não entende a dor,
o abandono,
pois você é amor.
Sonhe criança,
cresça,
mostre ao homem
que sua lição de verdade
pode conduzir à felicidade.
Que o papai do céu te conserve assim bem peralta, porque peraltice é sinal de inteligência e saúde, essa criança cheia de vida inteligente e terna, que todos os seus sonhos se realizem para que você seja sempre essa criança feliz e cheia de amor para repartir com todos que lhe querem bem.
O Lúdico e a Educação Infantil
Quando está
brincando, a criança cria situações imaginárias em que se comporta como se
estivesse agindo no mundo dos adultos. Enquanto brinca, seu conhecimento se
amplia, porque nesta atividade ela pode fazer de conta que age como os adultos
agem, imaginando realizar coisas que são necessárias para operar com objetos,
com os quais os adultos operam, e ela ainda não. Aí está presente o pensamento
de Vygotsky (1991, p.117), o qual coloca que, “no brinquedo, a criança sempre
se comporta além do que se espera de sua idade, além de seu comportamento
diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que na realidade”. Assim, na
brincadeira que é desenvolvida na Educação Infantil, a criança experimenta
diferentes papéis sociais, funções sociais generalizadas a partir da observação
do mundo dos adultos. Além de ser um espaço de conhecimento sobre o mundo
externo (a realidade física e social), é na atividade lúdica que a criança
também pode conviver com os diferentes sentimentos que fazem parte da sua
realidade interior.
As crianças constroem normalmente o seu próprio sistema de
valores morais de acordo com seu grupo social e depois internaliza, baseando-se
em sua própria necessidade de confiança com as outras pessoas. Esse é um
processo verdadeiramente interior; por isso se faz necessário uma prática
coerente, onde os valores, as atitudes e as normas estejam presentes desde as
relações entre as pessoas até a seleção dos conteúdos. As brincadeiras permitem
à criança realizar ações concretas, reais, relacionadas com sentimentos passagens e segundo o RCNEI (1998, p.27), “toda
brincadeira é uma imitação transformada no plano das emoções e das ideias, de
uma realidade anteriormente vivenciada”.
Brincando a criança vai, pouco a
pouco, organizando suas relações emocionais, o que vai dando a ela condições
para desenvolver relações sociais, aprendendo a se conhecer melhor e a conhecer
e aceitar a existência dos outros. Embora nem todas as necessidades e desejos
da criança deem origem à brincadeira, e embora a criança não entenda as
motivações que estão por trás de seus gestos e suas ações, o brinquedo é a
atividade principal da criança em idade pré-escolar.
A aprendizagem depende em
sua maioria da integração dos fatores maturacionais, afetivos e psicomotores.
As necessidades e os interesses da criança são mais importantes que qualquer
outra razão para que ela se ligue a uma atividade. Ser esperta, independente,
curiosa, ter iniciativa e confiança na sua capacidade de construir uma ideia
própria sobre as coisas, assim como exprimir seu pensamento com convicção, são
características que fazem a personalidade integral da criança, contribuindo
para o seu desenvolvimento. Compreender a importância do brincar para a
aprendizagem requer dos professores e outras pessoas envolvidas na educação e
no cuidado das crianças uma análise de modo efetivo e cuidadoso de
suas próprias ideias sobre o brincar e o papel e status que atribuem
a ele. Mas importante: elas precisam investigar e estabelecer de forma
satisfatória o que significa brincar.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil –
RCNEI. Brasília: MEC/SEF, 1998. VYGOTSKY, L. S. A formação
social da mente. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991. http://mariajprn.blogspot.com.br/2011/07/o-ludico-e-educacao-infantil.html.
sábado, 20 de outubro de 2012
Alagoas em foco, a educação infantil em destaque.
Encontro: Alagoas em foco, a educação infantil em destaque.
Realização: Setor de Estudos da Educação Infantil CEDU-UFAL e Fórum
Alagoano em Defesa da Educação Infantil (FADEDI)
Detalhes do
evento : Quando: 31/10/2012 das 09:00 até 16:30
PROGRAMAÇÃO:
9h: Abertura
9h30: Resultados da pesquisa Fundação Carlos Chagas/ Fundação Victor Civita sobre a situação da EI no
Brasil: Destaque para Alagoas - Edna Lopes e Telma Vitória
10h30: COMED – A Educação Infantil em pauta: Resolução EI, novos concursos para professores EI e
outros destaques - Sandra Regina e Ângela Soares
11h: PROINFÂNCIA em Alagoas: municípios atendidos, creches inauguradas, desafios e previsões – Geisa
Andrade
11h30: A situação das creches em universidades federais: destaque para o NDI/UFAL - Andreza Fabrício
12h: Debate
12h30: Intervalo para almoço e momento de autógrafos com a presença de alguns autores do livro
“Matemática na Educação Infantil”
14h: Curso de Especialização em Docência na Educação Infantil - Perfil dos cursistas: Paulo Nin – A escrita
como formadora: Claudia Pimentel – A avaliação em foco: Lenira Haddad
15h: Brasil Carinhoso, Proinfância, formação continuada de professores da rede pública e proposições para
a Educação Infantil em Alagoas - Rita de Cássia de Freitas Coelho - Coordenadora Geral de Educação
Infantil/Ministério da Educação
16h - Debate
LOCAL: AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA CENTRAL – UFAL
DATA: 31 DE OUTUBRO DE 2012
HORÁRIO: 9h às 16h30
9h30: Resultados da pesquisa Fundação Carlos Chagas/ Fundação Victor Civita sobre a situação da EI no
Brasil: Destaque para Alagoas - Edna Lopes e Telma Vitória
10h30: COMED – A Educação Infantil em pauta: Resolução EI, novos concursos para professores EI e
outros destaques - Sandra Regina e Ângela Soares
11h: PROINFÂNCIA em Alagoas: municípios atendidos, creches inauguradas, desafios e previsões – Geisa
Andrade
11h30: A situação das creches em universidades federais: destaque para o NDI/UFAL - Andreza Fabrício
12h: Debate
12h30: Intervalo para almoço e momento de autógrafos com a presença de alguns autores do livro
“Matemática na Educação Infantil”
14h: Curso de Especialização em Docência na Educação Infantil - Perfil dos cursistas: Paulo Nin – A escrita
como formadora: Claudia Pimentel – A avaliação em foco: Lenira Haddad
15h: Brasil Carinhoso, Proinfância, formação continuada de professores da rede pública e proposições para
a Educação Infantil em Alagoas - Rita de Cássia de Freitas Coelho - Coordenadora Geral de Educação
Infantil/Ministério da Educação
16h - Debate
LOCAL: AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA CENTRAL – UFAL
DATA: 31 DE OUTUBRO DE 2012
HORÁRIO: 9h às 16h30
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
IV Encontro Nacional de História
IV Encontro Nacional de História
Entre os dias 23 e 28 de outubro o Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Arte da Ufal sedia o IV Encontro Nacional de História. O evento será formado por atividades de debate e reflexão sobre a produção historiográfica com o objetivo de proporcionar a troca de ideias e informações, como também uma avaliação de diferentes teorias e métodos na História. As inscrições ocorrem pelo simposiotematicoufal@hotmail.com até o dia 29 de setembro, para aqueles que desejam apresentar trabalhos. No caso dos ouvintes, estes podem se inscrever até o dia 1º de outubro pelo endereço eletrônico encontrohis-toriaufal@hotmail.com.
PROGRAMAÇÃO
23 de Outubro de 2012
9h às 12h: Credenciamento. Local: Pátio do ICHCA.
14:30h
às 16h: Documentário: 1912—O Quebra de Xangô. Debate com o diretor Siloé Amorim (UFAL). Local: Auditório da Reitoria.
17h às 17:30h: Abertura oficial - Rachel Rocha (UFAL); Clébio Araújo (UNEAL); Enildo
Marinho (ICHCA); Raquel Parmegiani (Bacharelado); Ana Mónica Lopes
(Licenciatura), Antonio Filipe P. Caetano (Mestrado) e Célia Nonata da Silva
(Especialização). Coordenação de mesa: Clara Suassuna. Local:
Auditório da Reitoria.
18h às 21h – Mesa de Abertura: “100 anos do Quebra-Quebra: Perspectivas
do Xangô Rezado Alto” (1912-2012): Mãe
Miriam Yabinã, Pai Manoel Xoroquê, Zezito Araújo (CESMAC). Coordenação
de mesa: Irinéia Franco. Local: Auditório da Reitoria.
24 de Outubro de 2012
9h às 12h - Oficina: "Cultura e
História Afro-Brasileira em Sala de Aula". Coord. Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid-UFAL). Local: ICHCA.
14h – Simpósios Temáticos. Local: ICHCA.
19h30 – Mesa redonda 1: “Escravidão, Resistência e
Movimento Negro”: Solange Rocha (UFPB), Rafael Sanzio
(UnB), Marcelo Mac Cord (UFF).Coordenação de mesa: Ana Mónica Henrique
Lopes. Local: Auditório do ICHCA.
25 de Outubro de 2012
9h às 12h - Oficina: "Cultura e
História Afro-Brasileira em Sala de Aula". Coord. Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid-UFAL). Local: ICHCA.
14h – Simpósios Temáticos. Local: ICHCA.
18h - Lançamentos de livros: Local: Pátio do ICHCA.
- Antonio Filipe Pereira Caetano (org.). Alagoas
Colonial: Construindo Economias, Tecendo Redes de Poder e Fundando
Administrações (Séculos XVII-XVIII). Recife: Edufpe, 2012.
- José Barbosa da Silva Filho. Ser negro
na história e na sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Ed.
Appris, 2012.
- Ulisses Neves Rafael. “Xangô rezado
baixo: religião e política na primeira República”. Aracajú/Maceió:
EDUFS/EDUFAL, 2012.
19h30 – Mesa redonda 2: “Historiografia, Estudos e
Documentação sobre o Quebra de Xangô”:
Pai Célio Rodrigues (Casa de Iemanjá); Ulisses Neves Rafael (UFS), Clébio
Araújo (UNEAL) e Edson Bezerra (UNEAL). Coordenação de mesa: Ana
Paula Palamartchuk. Local: Auditório do ICHCA.
26 de Outubro de 2012
9h às 12h - Oficina: "Cultura e
História Afro-Brasileira em Sala de Aula". Coord. Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid-UFAL). Local: ICHCA.
14h – Simpósios Temáticos. Local: ICHCA.
19h30 – Palestra de Encerramento com João José Reis (UFBA). Coordenação
de mesa: Gian Carlo de Melo Silva. Local: Auditório da Reitoria
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
15 DE OUTUBRO.

SOU PROFESSOR(A)
“Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por
não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição”. Uma tomada de
posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo.
Não
posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o
quê.
Não
posso ser professor a favor simplesmente do homem ou da humanidade, frase de
uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa.
Sou
professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o
autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a
ditadura de direita ou de esquerda.
Sou
professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação,
contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais.
Sou
professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a
miséria na fartura.
Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza.
Sou
professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some
se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não
luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado,
corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de
lutador pertinaz, que cansa mas não desiste. Boniteza que se esvai de minha
prática se, cheio de mim mesmo, arrogante e desdenhoso dos alunos, não canso de
me admirar. ”
(Paulo Freire em Pedagogia
da Autonomia, São Paulo, Paz e Terra, 2011)
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
ELA CHEGOU!!!
Suas flores
nos parques
Praças e
avenidas
Podemos
avistar.
Ah!
Primavera...
Nos deixa
Mais bonitas
e
Sedutoras
com
Vestidos
floridos
As árvores
se renovam
A vida se
renova com
A vivacidade
de suas cores
O coração
baila novas
Melodias
Sucumbidos
na fé
Seguimos em
Em frente em
Busca de
Novos
Horizontes!
Ivana
A Bela Magnólia
Lindo presente me deste!
A magnólia já florida
Rescende do lado leste,
De cor-de-rosa vestida.
Alegra meu coração
Co'a beleza que me oferta,
Encantadora visão
Que o meu poetar desperta.
Floresceram os rebentos
Ao chegar do Fevereiro,
Depois foram meus alentos
Para a poder ver primeiro.
De flores maravilhosas,
Difíceis de descrever,
Com pétalas preciosas,
Toda a árvore a envolver.
Do que é belo me afastar,
É mesmo o que mais me custa,
Quero reter com o olhar
Esta imagem augusta.
Guardá-la bem na memória
Grata p'la recordação
Da Natureza flórea,
Que gera minha emoção!
Maria da Fonseca
Talvez uma das primeiras flores a aparecer no nosso planeta.
São flores breves, mas de grande beleza, que é imperioso "aproveitar" e reter na memória.
sábado, 22 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
O brincar enquanto função mental
![]() |
Reinações de Kauan |
De forma comum normalmente se tem a
ideia de que a brincadeira não passa de uma atividade que as crianças arrumam
para preencher seu tempo, já que nada podem fazer de tão importante para o bem
comum. Olhando por esse ponto de vista, as brincadeiras então, podem facilmente
serem excluídas pelos adultos da vida da criança, como dispensáveis, quando
existem outros interesses implicados na ocasião.
Entretanto, do ponto de vista
psicológico, as brincadeiras são importantes ensaios de situações que a criança
viverá no futuro e isso não está presente apenas nos humanos, mas, nos outros
animais também é prática instintiva ensaiar, sem compromisso com o sucesso, os
passos que deverá dar em direção à vida.
Brincadeiras infantis estão repletas
de experiências fundamentais no desenvolvimento da mente e definem de forma
muito importante traços da capacidade emocional.
Sentimentos de amor e ódio que
permearão toda a vida da criança estão a sua disposição nas brincadeiras para
serem conhecidos e experimentamos, sem que influenciem sua vida, de forma
comprometedora. Durante suas experiências nas brincadeiras poderá matar ou amar
loucamente tudo e todos que desejar, em sua imaginação. Situações de paixões
arrebatadoras e sentimentos de intensa rivalidade, ainda proibidos para a
criança, descobrem nas brincadeiras um laboratório de importância essencial.
A mulher que pôde brincar de ser mãe
quando era menina e que desejou isso, cria um espaço interno que comportará
essa função de forma muito bonita na vida adulta.
Da mesma forma, o garotinho que pôde
lutar com o rival e aniquilar seu inimigo, em suas brincadeiras, têm maior
chance de resolver problemas dessa ordem e não repetir esse tipo de
comportamento de forma comprometedora em sua vida adulta.
Melanie Klein (1882-1960), pensadora
austríaca, nome mais importante depois de Sigmund Freud (1856-1939) para a
psicanálise, publica em 1932 A psicanálise da criança, onde propõe a
ludoterapia como recurso principal no tratamento psicológico de crianças. A
palavra lúdico, de onde vem ludoterapia, significa brincadeira e tem sua origem
no Latim “illusio”, propondo a ilusão como o ensaio do que será real. A
pensadora propõe a brincadeira como libertadora de sentimentos reprimidos na
vida emocional da criança, permitindo uma adequação no seu funcionamento
mental.
Nada mais banal do
que os interesses que os adultos defendem; nada mais importante do que os temas
das brincadeiras infantis.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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Palestra da
Prof. Maria Carmen Barbosa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sobre o
brincar no 28. Simpósio Internacional da OMEP.
Durante sua fala, Maria Carmen
nos incita o tempo todo a pensar profundamente sobre o brincar e o nosso papel
como educadoras e educadores da infância. Sua fala se iniciou com uma pergunta:
É preciso brincar na escola de Educação Infantil? Para responder, a
pesquisadora e professora dividiu sua fala em quatro pontos. São eles: A-
Brincar é a capacidade de inventar mundo; B- brincar não é ato natural, mas uma
aprendizagem cultural; C- Para brincar é preciso um lugar para fazer
brincadeiras, tempo para inventá-la, vivenciá-la, materiais "ricos"
e, de preferência muitos companheiros; D- Brincar não se contrapõe a aprender,
mas é relacionar-se com o mundo do conhecimento e aprender de modo
significativo. A - Brincar é a capacidade de inventar mundo Brincar está
presente na nossa vida diária. Passamos oito horas dormindo e sonhando. Ao
longo do tempo acordado temos momentos de devaneios, fantasiamos, inventamos.
Imaginar e fantasiar faz parte de ser humano. A possibilidade de
desenvolvimento dessa capacidade é afetada pelo contexto e a cultura de cada
um. Imaginar e fantasiar são formações mentais que gera capacidades em seres
humanos. Capacidade de criação humana. Através das brincadeiras as pessoas
iniciam a construção de seus mundos imaginários. B- Brincar não é ato natural,
mas umas aprendizagens culturais Todos nasceram com capacidade de interagir com
o mundo que nos circunda. Temos capacidades de interação. Seres humanos são
capazes de inventar, criar brincadeiras, criar regras. Mas a brincadeira é uma
construção sócia- histórica, que precisa ser transmitida. Brincadeiras derivam
muitas formas de lazer, recreação. Durante muito tempo crianças e adultos
brincaram juntos. Brincadeiras mudam de nome nosso lazer, coisas de gostamos
são também fontes de prazer e fazer compartilhado. Brincadeiras persistem, as
novelas são ligadas ao faz de conta. Temos que pensar sobre isso. Transformamos
possibilidade biológica em realidade cultural. Para as crianças pequenos atos
dão inicio na formação do mundo simbólico. Elas internalizam aspirações do
mundo em que vivem e fazem suas próprias relações. Ao brincar e imaginar
constroem novos mundos e participam da cultura. Mães e professoras introduzem
elementos culturais. Brinquedos estão inseridos na cultura, adultos apresentam
para as crianças seus primeiros brinquedos. Adultos apresentem aquilo que
consideram mais significativo. Crianças imitam os modos de usar, mas a partir
de suas combinações inventam novas brincadeiras. Ao escolhermos formas, cores,
tipos de brinquedo, não oferecemos apenas um objeto, mas sim um discurso
simbólico. Esses brinquedos trazem narrativas. O que queremos oferecer as
nossas crianças? Pergunta feita pelos adultos para escolher o quer
disponibilizar as crianças. C- Para brincar é preciso um lugar para fazer
brincadeiras, tempo para inventá-la, vivenciá-la, materiais
"ricos" e, de preferência muitos companheiros; Durante muito tempo, o
tempo e o espaço para brincadeira foi assegurado para as crianças. Vida na
cidade tem dificuldade de garantir espaços para o brincar das crianças.
Francesco Tonucci aponta que os espaços da cidade tem deixado as crianças
solitárias. Há um empobrecimento da experiência da brincadeira. A experiência
do brincar dos adultos precisam nos fazer resistir a isso. Criar espaços para
as crianças se encontrarem e brincarem. As escolas de Educação Infantil
precisam ampliar e atualizar suas funções educativas. Educação Infantil é lugar
onde crianças de diferentes idades se encontram e tem tempo e espaço para
brincar. Diretrizes Curriculares Nacionais para a EI de 2009 reiteram a
infância como período importante do desenvolvimento humano: aprender a
conviver, a brincar, inventar e ser curioso, entre outros. Elementos
significativos para nossa formação. Revelam uma mudança radical em relação a
concepção de escola instruída pela sociedade no século XIX. Isso remete a uma
mudança grande nos tempos, espaços das instituições, tornando os espaços que
desafiem as crianças para o brincar. Cozinha pode também ser um espaço para o
brincar, parque não é para recreação, mas um espaço de brincadeira. É preciso
construir espaços de brincadeira, onde crianças possam ter contato com livros,
experiências, etc. Isso exige uma outra forma de gestão da EI. Precisamos
escutar mais os clássicos da EI, que foram esquecidos nos momentos em que as
creches viraram escola. Que esses espaços sejam mais ricos, incitem a fantasia.
Crianças de 0 a 6 anos não precisam trabalhar disciplinarmente. Os professores
precisam saber disso, como as crianças constroem números, sabem sobre a
natureza, etc... Esse patrimônio chega, mas não precisa chegar como disciplina,
como aula de. Com materiais ricos, natureza, boa biblioteca, trabalho com
música, esse patrimônio esta garantido. Mas alem de espaços e objetos, é
preciso fundamentalmente tempo para brincar. Ter meia hora de parque por dia ou
deixar as crianças sozinhas, sem ofertas de brincadeiras, é garantir o direito
a brincadeira? É preciso tempo para brincar, um adulto que compartilhe, que
saiba sobre o brincar. Professores são fundamentais para garantir uma cultura
de brincar: apresentam novas brincadeiras, complexificam, outras vezes observam
e vêem como as crianças prosseguem em seu brincar. Cada criança pode apresentar
na brincadeira seu modo singular de ver o mundo, percebe-se através das
brincadeiras a diversidade de classes, gêneros, etc. Escola que favorece a
brincadeira é inclusiva. D- Brincar não se contrapõe a aprender, mas é
relacionar-se com o mundo do conhecimento e aprender de modo significativo. O
pensamento não é apenas individual. Nossa capacidade de pensar tem relação com
co-construções. Hoje na ciência pensamos em grupos de pesquisa, construção em
dialogo. Brincar é um modo de aprender coletivo e compartilhado. Aquilo que
fica é aquilo que socialmente e emocionalmente tem valor para nós. Brincar
forma desconstruirmos a nos mesmos como seres humanos. Terapias tem usado a
brincadeira como conexão com as crianças. Brincadeiras mobilizam emoção, corpo,
pensamento, tudo ao mesmo tempo. Crianças tomam iniciativas, criam narrativas,
brincadeiras. Brincar cria perguntas e onde há perguntas há espaço para a
construção do pensamento. Difícil convencer as famílias que a brincadeira é
importante. Nossa sociedade preza muito a informação. Boaventura Souza santos,
sociólogo português aponta: “o neoliberalismo é, antes de tudo, uma cultura de
medo, de sofrimento e de morte para as grandes maiorias, se não se combater com
eficácia, se não se lhe opuser uma cultura de esperança, de felicidade e de
vida”. Escola não pode reduzir a vida das crianças a realidade como ela é. O
brincar e as narrativas são instrumentos políticos, são eles que possibilitam
ao outro a gentileza, a delicadeza inegociável da vida. Precisamos viabilizar
na escola o direito de viver, explorar, conhecer e transformar o mundo.
Instituição da Educação Infantil com alegria, esperança e vida para todos. Há a
disposição natural dos seres humanos para brincar, mas se deixarmos crianças
sozinhas espontaneamente, as brincadeiras serão empobrecidas. Nesse sentido,
professores precisam ampliar repertórios. Nossa função é de ampliar mundos,
enriquecer as brincadeiras. Brincadeiras é compreendida como deixar as crianças
livres, mas organizar o currículo focado na brincadeira exige muito estudo e
aprofundamento.
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