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domingo, 8 de setembro de 2013

AUTISMO



Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:
* Inabilidade para interagir socialmente;
* Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;
* Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.
Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.
Sintomas
O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:
1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;
3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).
Tratamento
Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.
Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.
Recomendações
* Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;
* É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;
* Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;
* Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;
* Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.
(Drauzio Varela)

Reflexão com Rubem Alves



Pegando carona no livro de Rubem Alves “Histórias de quem gosta de ensinar” gostaria de trazer uma reflexão sobre nossas escolas.

As escolas veem a criança como um ser inútil, que nada produz e, deve ser educada para “ser alguma coisa na vida”, ser produtiva para a sociedade.

Desde antes do nascimento, muitos pais colocam seus filhos na lista de espera da escola mais famosa, que garante uma “educação de qualidade”, um excelente desempenho no vestibular e a vaga na melhor Universidade.

Não façam isso com seus filhos!

Nem sempre o que a sociedade valoriza é o melhor para as crianças. Precisamos mudar a mentalidade de que apenas se nossos filhos forem “doutores” serão bem sucedidos na vida.
Nossa educação forma mecânicos, pequenos robôs. O mecânico é aquele que pensa que tudo está bem e basta trocar uma peça para voltar a funcionar. É um ser que tem as asas da imaginação cortadas.

Cada vez mais precisamos de indivíduos criadores, que olhem a sociedade e percebam que tudo está errado e é necessário recomeçar. A partir daí, inventem novos caminhos nunca antes mapeados, se arrisquem sem medo, pois só assim as mudanças acontecem verdadeiramente.

As escolas que enxergam a criança como um ser completo, são as melhores. Podem não ser as mais famosas, mas tem a preocupação de ouvir os alunos, saber o que gostam, onde vivem, o que sentem e pensam.

Não consideram as pessoas pela sua utilidade no meio social, mas como indivíduos pensadores e criativos que são.

As escolas que vivem o tempo presente, buscando um aprendizado que faça felizes as crianças, estão no caminho certo.

Não aceite uma educação que coloque seus filhos numa caixinha, enquadrando-os e tolhendo sua liberdade de expressão.

Mais do que colocar o “Xis” na resposta certa, as boas escolas sabem que não ensinam, apenas oferecem opções para um futuro de realização pessoal e felicidade. São nessas, que podemos acreditar.

Antes de escolher uma escola para colocar seus filhos (seja na rede pública ou privada) verifique antes se eles gostam de crianças. Isso é fundamental!

(Ana Lieri)


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Alfabetizar precocemente significa empurrar a criança para o mundo adulto antes da hora.

É possível alfabetizar uma criança com menos de 7, 6 ou até 5 anos de idade? Sim, é possível alfabetizar muito cedo uma criança. Mas será uma alfabetização significativa? Que comprometimentos podem advir do que entendemos como aceleração da alfabetização? Qual é o ganho efetivo para a criança? Ouço muitas vezes no consultório os pais preocupados com o futuro caminho profissional definido pelo vestibular de seu filho ou filha de apenas 3, 4, 5 anos. Quando pergunto aos pais o que eles entendem do brincar de sua criança, geralmente respondem que é apenas um passatempo, exceto pelos jogos de raciocínio. Eles consideram importante preparar a sua criança para a vida, para a competição do mundo, para uma profissão que lhe dê “felicidade” – palavra quase sempre atrelada a “dinheiro”. No entanto, se olhamos a criança quando ela está brincando, fantasiando, subindo em árvores ou correndo com outras crianças, verificamos um universo muito particular no qual ela desenvolve capacidades e uma confiança que, muitas vezes, não encontramos no universo dos adultos bem sucedidos. É por esse motivo que nas escolas Waldorf nós defendemos que até pelo menos os 6 ou 7 anos a criança simplesmente… brinque. O tempo que alguns julgam que ela “perde” por não ser rapidamente alfabetizada, ela na verdade ganha, acumulando forças internas para poder enfrentar o mundo que às vezes tanto preocupa os adultos. Há quase 100 anos da fundação da primeira escola Waldorf na Alemanha, baseada em uma concepção de mundo denominada de Antroposofia, elaborada por Rudolf Steiner, confiamos cada vez mais nos resultados dessa prática, hoje disseminada em mais de 3 mil instituições em todo o mundo (com cerca de 25 escolas no Brasil, e dezenas de jardins de infância) orientando educadores quanto a essa questão. A antropologia antroposófica reconhece a importância do desenvolvimento físico, anímico e espiritual do ser humano em formação. Os sete primeiros anos da criança, por exemplo, representam uma fase de grande dispêndio de energia para preparar toda uma condição física. Isso se evidencia em um desenvolvimento neurológico e sensorial que tem sua expressão no domínio corporal, na linguagem oral, na fantasia, na inteligência. Contudo, é na atividade do brincar que essas capacidades são desenvolvidas com alegria e seriedade, com atenção e responsabilidade, com segurança e confiança em um mundo bom, que não exige da criança além de suas possibilidades, ou seja, uma entrada precoce no mundo adulto. E alfabetizar precocemente significa empurrar a criança para o mundo adulto (para o qual ela não está preparada, portanto) antes da hora, um gasto de energia que poderá fazer falta na vida futura dela. Em minha experiência docente, assim como psicopedagógica, sempre constato que, para uma criança pequena, o código alfabético é estéril, sem cor, sem beleza, pois é abstrato e desconhecido. Mesmo depois de alfabetizada, é o desenho que representa tão significativamente as suas vivências. Podemos verificar tal condição quando estudamos a escrita gráfica de nossos antepassados longínquos e a forma de comunicação de nossas crianças, o desenho. A escrita do povo egípcio, os hieróglifos, é a representação objetiva da realidade, ou seja, a re(a)presentação do mundo sensório pelo desenho. Mas quando em 3.000 a.C. surgiu a escrita fonética dos fenícios, ocorreu um distanciamento dessa forma de expressão, porque as letras não tem mais relação direta com os elementos do mundo circundante. O desenho da criança é a forma de comunicação natural, semelhante aos antigos egípcios, que revela seu universo infantil com o código que lhe é caro e próprio. Quando a sua criança lhe mostra um desenho que tenha feito, ela está lhe contando como vê o mundo, como se sente, se está alegre ou triste. Não é só a escrita que é capaz disso. Nas escolas Waldorf a alfabetização pelo código fonético inicia-se pelo desenho, de forma lenta e gradual, a partir dos 6 1/2 ou 7 anos, mas o desenho e a pintura correm em paralelo por toda a escolaridade, como uma forma de comunicação tão importante quanto nossa linguagem escrita. A pedagogia Waldorf pressupõe que o professor, realizador dessa pedagogia, conheça o ser humano em seu desenvolvimento geral, respeite o contexto sociocultural em que o aluno está inserido e sua individualidade, saiba organizar seu ensino privilegiando a brincadeira, o canto, a dança, para que a alfabetização (e qualquer outro conteúdo de ensino) tenha significado e seja efetiva. O brincar da criança, seu desenho, sua imaginação e sua criatividade, fazem parte de seu aprendizado sobre o mundo e sobre si mesma. O brincar representa o princípio lúdico que embasa as atividades dinâmicas e artísticas e pode orientar toda a prática docente, mas que também dá significado ao ensino-aprendizado, pois pode expressar o motivo, assim como, o vínculo afetivo com o professor e com o conteúdo. Termino com uma frase do filósofo Friedrich Schiller: “O homem só brinca ou joga enquanto é homem no pleno sentido da palavra, e só é homem enquanto brinca ou joga”. Sueli Passerini - Doutora em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo), professora da FAAP e autora de O Fio de Ariadne – um caminho para a narração de histórias, 3a. ed., São Paulo: Editora Antroposófica, 2011. Integra a Aliança pela Infância e é professora dos cursos de pós-graduação em Pedagogia Waldorf no Centro Universitário Italo Brasileiro de São Paulo e Universidade Santa Cecília de Santos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Desenvolvimento Social da Criança entre os 0 e os 3 anos.



Como seres sociais que somos necessitamos dos outros para sobrevivermos em sociedade, de tal modo que, criamos laços por influência de estados emocionais.
Apesar desta necessidade acreditou-se, por muitos anos, que os recém-nascidos expressavam a excitação geral como único estado emocional (as outras emoções só se desenvolveriam mais tarde e o estabelecimento de relações mais coesas seria insignificante com a ausência de aprendizagem de outro tipo de emoções).
Porém, na atualidade, acredita-se que alguns estados emocionais básicos são inatos e os restantes desenvolvem-se ao longo dos primeiros 12 meses de vida. O bebé com alguns meses de vida já consegue expressar afeição e aborrecimento, possuindo por fim a capacidade de estabelecer relações e adaptar-se ao ambiente que o rodeia. Todas estas capacidades permitem-lhes um mais largo “espectro de acção” sobre os adultos, possibilitando à criança chamar e manter a atenção dos pais (agentes de socialização primários). 
Assim existem inúmeras emoções, que nos vão assolando ao longo da vida, mas a forma de exprimi-las limita-se a alguns trejeitos musculares, principalmente do rosto (o erguer do sobrolho, o enrugar da testa, o "beicinho" que as crianças tanto usam para conseguir alguma coisa que querem, etc...) O sorriso e o choro são as expressões mais usadas para expressar sentimentos e emoções. 
Nos lactentes o choro é um reflexo que resulta de uma resposta normal e involuntária a um estímulo. As crianças mais velhas e os adultos choram por razões emocionais, tais como a dor, o medo, a tristeza, ou a vergonha. O choro é a primeira forma de comunicação verbal do bebé e pode ser interpretado como uma mensagem de urgência ou angústia.
Os bebés podem chorar muito nos primeiros meses de vida, mas desconhece-se a razão pela qual o fazem, mas muitas pessoas acreditam que o pode ser um reflexo do desenvolvimento normal do sistema nervoso central.
O choro na infância resulta mais de um mal-estar físico do que de sentimentos de tristeza. Apesar de não ser um fator que proporcione muitas interações, o choro é importante no desenvolvimento da criança e dos laços que a unem aos pais.


« - Quando estás a escrever a lista dos milagres da vida, deves escrever entre os mais importantes o primeiro momento que o teu bebé sorri para ti....(...)As noites sem dormir, as preocupações, os choros... e de repente tudo isto valeu a pena...(...)» 


Este é o relato de Bob Greene (numa entrevista de Bob Greene, a um jornal, sobre Amanda de 7 semanas de idade, 1984, pp. 33-34), um pai “babado”, para quem o sorriso da filha vale por tudo.
O sorriso é dos aspectos mais importantes do desenvolvimento emocional e social, (nos primeiros seis meses de vida da criança) reforçando a vinculação aos pais, desenvolvendo-se por meio de uma série de mudanças maturacionais. Assim, com poucas semanas os recém-nascidos apresentam ligeiros trejeitos nos cantos da boca, (relativos a alterações no sistema nervoso) identificáveis como sorriso (ocorrem normalmente durante o sono) – sorriso endógenio. Com duas ou três semanas o sorriso torna-se mais «aberto» e envolve mais músculos da cara, como consequência da estimulação externa, como festinhas – sorriso exogénio.
Pelas 6 a 8 semanas o sorriso patente em conformidade com a presença dos pais, demonstra ser um sorriso «largo», envolvendo toda a cara – sorriso social. 
Ao longo do seu desenvolvimento o riso torna-se numa gargalhada. O riso é mutuamente um reforço e uma forma de trazer sentimentos positivos entre o bebé e os outros seres sociais. As interações sociais não se esgotam nas emoções que dão sentido às inter-relações. As interações entre crianças e adultos são primordiais no desenvolvimento infantil.
A brincadeira é o veículo primário para o desenvolvimento das inter-relações. A brincadeira é uma catapulta para muitas das respostas emocionais nas crianças pequenas, possibilitando-lhes uma oportunidade de experimentar as emoções, de aprender sobre o mundo em seu redor, de se aperceber dos sentimentos e emoções dos outros, e agir de acordo com estes. Mas as brincadeiras não ocorrem antes dos dois primeiros anos de vida. Nesta faixa etária, as crianças mudam de respostas sensório-motoras, tais como correr ou bater com um martelo de madeira, para brincadeiras mais simbólicas e solitárias, como fazer de conta que está a dirigir um carro ou trocar as fraldas de uma boneca
Assim as primeiras brincadeiras do bebé são muito egocêntricas envolvendo, maioritariamente, movimentos descoordenados dos vários membros. Assim, à medida que a criança vai tendo mais controle do seu corpo, explora mais ao nível do conhecimento das diversas partes do corpo como instrumentos úteis ao seu dispor para exercer ações sob objetos exteriores. Ainda assim, a brincadeira não proporciona muitos momentos de "comunicação". 
As interações criança – criança não acontecem ainda nesta fase devido a certos fatores como: a inexistência de coordenação motora, de comunicação verbal, de centralidade cognitiva e descentralização.
Aos doze meses, as crianças interagir com os outros, e já que a sua natureza se torna egocêntrica e impulsiva, as suas relações demonstram ser intensas emocionalmente, conduzindo-as, muitas vezes a atos de agressividade. Mas estas respostas negativas ajudam-nas a compreender o seu mundo emocional, dando-lhes a oportunidade de ganhar autocontrole ao nível de sentimentos negativos. 
Com ano e meio, as crianças demonstram mais interesse por brinquedos e objetos do que pelos que a rodeiam, apesar de já reconhecerem o seu próprio “eu” e os outros como seres independentes. 
Embora não mostrem interesse umas pelas outras muitas vezes aproximam-se e imitam-se mutuamente, trocando sorrisos, abraços, carinho e afeto.
Após os dois anos, as interações sociais entre crianças tornam-se mais positivas e primordiais, dando início aos processos de cooperação, de modo a fornecer um ambiente propício à manutenção das relações sociais (amizades). Ao fim dos 3 anos a criança já é capaz de interagir, tanto com o seu grupo de pares como com pessoas de outras faixas etárias.


sábado, 22 de junho de 2013

A SENTIMENTAL MULHER DE CÂNCER








Nasci em 23 de junho de 1962, para a  astrologia sou canceriana, signo regido pela lua, não sou de acreditar em muitos fatos, mas  há algum tempo atras recebi de uma amiga, daquelas que não sai de casa sem ler seu horoscopo,  fiquei intrigada com essa descrição da personalidade de uma canceriana, não poderia deixar de relatar que quem descreveu (autor desconhecido) de fato conhecia um pouco a alma de uma canceriana.


Nenhuma mulher consegue ser mais apaixonada, romântica e devotada ao parceiro do que a canceriana! 

Ela sempre estará presente para sufoca-lo com seus beijos apaixonados ou envolvê-lo em um abraço quente e gostoso! Carinho e atenção nunca são poucos quando se trata de agradar seu amor. Nos dias de frio ela cobrirá suas pernas com um cobertor bem grosso e se deitara ao seu lado para assistirem televisão. Quando sentir que seu companheiro esta triste, fará de tudo para agrada-lo e não faltarão palavras de incentivo e encorajamento. Poucas são as mulheres deste signo que costumam reclamar dos maridos ou namorados. Não que elas achem que são perfeitos ou que sejam cegas para seus defeitos, elas simplesmente preferem guardar os defeitos dentro de quatro paredes e exaltar suas qualidades. Se ela começar a criticar seu parceiro é porque está muito magoada e ferida. Quando estão apaixonadas, as mulheres de câncer costumam falar de seus amados a maior parte do tempo. 

Há duas maneiras distintas pelas quais a canceriana costuma agir quando esta apaixonada.
 

Na primeira, ela se apresenta tímida, delicada e feminina. Na segunda ela é mais ardente direta e agressiva, amante ardente. Nestas horas ela fará de tudo para conquistar seu amor, não medindo esforços para conquistá-lo. Pode esquecer a moça tímida, recatada e comportada quando a canceriana resolve atacar. Ela vai parecer mais uma leonina do que uma moça do signo da lua. 

Existem algumas coisas que jamais devemos fazer quando se trata dela. 

Ela odeia ser criticada, fica profundamente magoada com ingratidão e não porta ser injustiçada ou julgada tem memória aguçada, nunca duvide do seu sexto sentido. As feridas criadas por um amor que acabou um amor que a feriu podem deixa-la tão deprimida que levará anos para esquecer totalmente o que aconteceu. Esta mulher se entrega por inteiro, dedica todo seu amor sem saber o que significa limites, faz qualquer sacrifício para ficar ao lado de quem ama, e não suporta a dor de uma perda sem sentir que acabou de perder uma parte de si.
Também não leia seu diário ou vasculhe suas coisas em busca de segredos que ela guarda do mundo. A canceriana gosta de guardar coisas pra si e não é muito de fazer confissões ou de falar de suas  intimidades. Para ela, segredos são segredos e não devem ser mostrados. Para tira-la do sério basta invadir suas intimidades. 

Ela é altamente  ciumenta e possessiva. 

Nunca brinque com seus sentimentos se quiser viver em harmonia e não ganhar uma inimiga. Apesar de parecer inofensiva, a canceriana pode ser altamente vingativa quando se sente traída! Ela pode perdoar muitas coisas, mas a traição não é uma delas. Todo aquele amor, dedicação, afeto e fragilidade, morrem e se transforma em ódio da noite para o dia! 

Esta mulher quase sempre costuma se preparar para o pior: se o dia está claro, ela já imagina se uma tempestade virá. 

Outra coisa que deve se preocupar é com suas crises de depressão. Esta mulher pode ser linda e maravilhosa, ter um rosto e um corpo fantásticos, mas mesmo assim não será raro presenciar uma de suas crises onde se julga gorda e velha! Quando as coisas não acontecem como ela quer, pode derramar rios de lágrimas. Porém, sua atitude mais comum será cruzar os braços e aguardar que as coisas voltem ao normal. A paciência, tolerância, dedicação  é uma de suas virtudes mais admiráveis. Mas, se sua depressão for muito profunda, você tem que arranjar um jeito de tira-la de si mesma. Se palavras de carinho e incentivo não derem resultado, tente dar um grito e socar a mesa para ver como ela se recupera rapidinho! Tudo bem que ela vai ficar com raiva o dia todo, mas é melhor do que vê-la amuada durante todo um ciclo da lua minguante! 

Mas não se deixe enganar por esta mulher que muitas vezes parece ser frágil e carente. 

Ela sabe muito bem cuidar de si mesma e pode ser tão forte e determinada, decidida, forte, batalhadora! A mulher de câncer nunca é fraca, só escolhe fazer este papel de donzela. No fundo ela é uma guerreira que se revela uma vencedora nos momento em que tem que enfrentar o mundo! Muitas pessoas que pensam que podem vencê-la facilmente acabam tendo uma péssima surpresa quando percebem que acabam de comprar uma briga com uma mulher fria, calculista, forte e determinada! Se a canceriana entrou em uma briga foi para ganhar, não para fazer figuração!
Ela jamais se deixará abater quando as coisas ficarem realmente ruins, e parecerá mais um rochedo do que uma donzela frágil. Se algo ameaçar os filhos ou aqueles a quem ama, esta mulher se tornará uma fera pronta para enfrentar o mundo! Seu afeto e compreensão sempre serão a força revigorante que todos precisam quando estiverem deprimidos ou fracos. A canceriana sabe como ninguém levantar a moral de alguém, pois conhece todos os caminhos que levam à alma. 

Outra coisa que as cancerianas possuem é um certo magnetismo, uma beleza que enfeitiça o mais duro coração. 

Elas costumam ser belas naturalmente sem precisar fazer uso de muitos acessórios ou truques femininos. Por mais linda que seja seu rosto sempre será mais evidente que seu corpo porque ele sempre irradia luz. Por ser um signo de água e regida pela Lua, sempre parecerá muito mais bela sob os raios da Lua cheia. Quando um homem fala sobre a beleza de sua mulher de câncer, ele nunca saberá explicar se ela é exterior ou interior. Afinal, o que pode ser mais belo, um corpo deslumbrante ou uma alma de Deusa?



domingo, 16 de junho de 2013

Dicas para o professor lidar com crianças hiperativas e desatentas




Déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um dos problemas mais comuns na infância, que continua até a adolescência e vida adulta. Os sintomas incluem dificuldade em permanecer focado e prestar atenção, dificuldade em controlar o comportamento e hiperatividade.
Existem três subtipos de TDAH: 1) Predominantemente hiperativo-impulsivo; 2) Predominantemente desatento; 3) Combinado hiperativo-impulsivo e desatento. A maioria das crianças têm o tipo combinado de TDAH.
O tratamento pode aliviar muito os sintomas do transtorno, mas não há cura. Com o tratamento, a maioria das pessoas com TDAH pode ser bem sucedido na escola e levar uma vida produtiva. Pesquisadores estão desenvolvendo tratamentos e intervenções usando novas ferramentas como imagens do cérebro para entender melhor o TDAH e encontrar formas mais eficazes de tratar e prevenir.
om o início das aulas, a Plenamente gostaria de dar algumas dicas para professores de como lidar com crianças portadoras de TDAH. Sabemos que apesar deste diagnóstico estar cada vez mais conhecido, os professores ainda precisa de ajuda com seus alunos na ESCOLA, local onde os problemas principais acontecem!

Segue uma lista de sugestões:

- Evite colocar alunos nos cantos da sala, onde a reverberação do som é maior. Eles devem ficar nas primeiras carteiras das fileiras do centro da classe, e de costas para ela;
- Faça com que a rotina na classe seja clara e previsível, crianças com TDAH têm dificuldade de se ajustar a mudanças de rotina;
- Afaste-as de portas e janelas para evitar que se distraiam com outros estímulos;
- Deixe-as perto de fontes de luz para que possam enxergar bem;
- Não fale de costas, mantenha sempre o contato visual;
- Intercale atividades de alto e baixo interesse durante o dia, em vez de concentrar o mesmo tipo de tarefa em um só período;
- Repita ordens e instruções; faça frases curtas e peça ao aluno para repeti-las, certificando-se de que ele entendeu;
- Procure dar supervisão adicional aproveitando intervalo entre aulas ou durante tarefas longas e reuniões;
- Permita movimento na sala de aula. Peça à criança para buscar materiais, apagar o quadro, recolher trabalhos. Assim ela pode sair da sala quando estiver mais agitada e recuperar o autocontrole;
- Esteja sempre em contato com os pais: anote no caderno do aluno as tarefas escolares, mande bilhetes diários ou semanais e peça aos responsáveis que leiam as anotações;
- O aluno deve ter reforços positivos quando for bem sucedido. Isso ajuda a elevar sua autoestima. Procure elogiar ou incentivar o que aquele aluno tem de bom e valioso;
- Crianças hiperativas produzem melhor em salas de aula pequenas. Um professor para cada oito alunos é indicado;
- Coloque a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor na parte de fora do grupo;
- Proporcione um ambiente acolhedor, demonstrando calor e contato físico de maneira equilibrada e, se possível, fazer os colegas também terem a mesma atitude;
- Nunca provoque constrangimento ou menospreze o aluno;
- Proporcione trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favoreça oportunidades sociais. Grande parte das crianças com TDAH consegue melhores resultados acadêmicos, comportamentais e sociais quando no meio de grupos pequenos;
- Adapte suas expectativas quanto à criança, levando em consideração as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH. Por exemplo: se o aluno tem um tempo de atenção muito curto, não espere que se concentre em apenas uma tarefa durante todo o período da aula;
- Proporcione exercícios de consciência e treinamento dos hábitos sociais da comunidade. Avaliação frequente sobre o impacto do comportamento da criança sobre ela mesma e sobre os outros ajuda bastante;
- Coloque limites claros e objetivos; tenha uma atitude disciplinar equilibrada e proporcione avaliação frequente, com sugestões concretas e que ajudem a desenvolver um comportamento adequado;
- Desenvolva um repertório de atividades físicas para a turma toda, como exercícios de alongamento ou isométricos;
- Repare se a criança se isola durante situações recreativas barulhentas. Isso pode ser um sinal de dificuldades: de coordenação ou audição, que exigem uma intervenção adicional.
- Desenvolva métodos variados utilizando apelos sensoriais diferentes (som, visão, tato) para ser bem sucedido ao ensinar uma criança com TDAH. No entanto, quando as novas experiências envolvem uma miríade de sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), esse aluno provavelmente precisará de tempo extra para completar sua tarefa.
- Não seja mártir! Reconheça os limites da sua tolerância e modifique o programa da criança com TDAH até o ponto de se sentir confortável. O fato de fazer mais do que realmente quer fazer, traz ressentimento e frustração.
- Permaneça em comunicação constante com o psicólogo ou orientador da escola. Ele é a melhor ligação entre a escola, os pais e o médico.

 Maria Alice Fontes

Bibliografia

National Institute of Mental Health http://www.nimh.nih.gov/health/publications/attention-deficit-hyperactivity-disorder/complete-index.shtml

ANDRADE, Ênio Roberto de. Indisciplinado ou hiperativo. Nova Escola, São Paulo, n. 132, p. 30-32, maio 2000.

GENTILE, Paola. Indisciplinado ou hiperativo. Nova Escola, São Paulo, n. 132, p. 30-32, maio. 2000.

GOLDSTEIN, Sam. Hiperatividade: como desenvolver a capacidade de atenção da criança. São Paulo: Papirus, 1998. 246 p.

RIZZO, Gilda. Educação Pré-Escolar. 3. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1985. 344 p.


Momentos da profissão.


REFLEXÃO

"Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor, que por não poder ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo. Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê. Não posso ser professor a favor simplesmente do Homem ou da Humanidade, frase de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa. Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda. Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das 
classes
 sociais. Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura. Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza. Sou professor a favor da boniteza da minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa, mas não desiste".(PAULO FREIRE, Pedagogia da Autonomia, p. 102 e 103).